quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Lindo trabalho das DOULAS.

Elas têm a função de incentivar e desmitificar o parto normal para as gestantes. No momento tão esperado, e também depois, a doula é uma figura fundamental para as novas mamães.
São os instantes decisivos. À volta da gestante, todos se movimentam na expectativa da chegada do bebê. Mas o que ela sente? O que pensa nesse momento?
Ao seu lado, alguém segura sua mão e transmite toda a serenidade necessária para que tudo corra bem. Essa pessoa é a doula, cujo papel é auxiliar a gestante, dar carinho, apoio antes, durante e depois do parto.
As histórias sobre parto natural que a nutricionista Patrícia Schwengber ouviu de sua mãe foram sempre positivas. Hoje, aos 30 anos, a vinda de sua primeira filha, Isabela (que a essa altura já deve ter poucos dias de vida), será cercada de segurança transmitida por sua doula Cátia Carvalho, que a acompanha desde os sete meses de gestação.
A relação entre doula e doulanda, como são chamadas as gestantes que optam por esse acompanhamento, cresce em intimidade. Entre aulas de yoga e de cuidados com bebê, Patrícia e Cátia abrem caminho para o parto normal e humanizado, que vai de encontro aos índices alarmantes de cesarianas, 85% de partos cirúrgicos na rede privada, segundo o Ministério da Saúde. Um número muito acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Achar um médico que faça parto normal é difícil, a maioria quer cesariana. Com a Cátia perdi muito os medos, tive acesso a informações que muitas vezes os médicos não passam. O que o trabalho da doula me passa é segurança e tranquilidade. É uma relação muito gostosa que temos”, diz a nutricionista.
Como mãe de primeira viagem, Patrícia tem seus receios e não arriscará um parto em casa. Vai esperar pelas primeiras manifestações de Isabela em casa e, quando tiver perto de sua chegada, irá para o hospital.
“Na verdade, a gente quebrou um paradigma inverso. Está tão instituído o parto cesariano que a gente fica à mercê do médico, desconhece as alternativas e os outros profissionais envolvidos no processo. Através da doula, fui levado a conhecer essa nova realidade”, diz Guilherme Gapski, 40 anos, marido de Patrícia.
Doula desde 1988, Cátia teve dois filhos de parto natural e com o apoio de outra doula. Um dos grandes desafios em seu trabalho é desmistificar o parto natural. Muitas gestantes procuram o acompanhamento de uma doula com receio de dor e sofrimento, outras vão por indicação de obstetras que não tentam convencê-las de um procedimento cirúrgico.
“É exposto o parto anormal, que não é a coisa fisiológica. Quando a grávida chega ao hospital, é olhada com cara de pânico, falam que ela vai pedir por anestesia, pedir por uma cesária, as pessoas perguntam se ela não tem medo da dor, mas é claro que ela tem! Nosso trabalho é incentivar a escolha da gestante, dando ferramentas para ela ter um parto mais confortável através de exercícios, massagem, acalmando o marido, tentado diminuir todas as intervenções, que muitas vezes não ajudam na hora do parto e são extremamente desagradáveis para a mãe”, explica.
Doula e parteira não são a mesma pessoa, mas trabalham juntas ao lado de outros profissionais da saúde. Cátia costuma dizer que o médico está pelo parto, os enfermeiros estão pelo médico, o neonatologista está pelo bebê e a doula encontra-se ali pela grávida. A grande luta dessas profissionais é pela atenção e respeito à intimidade do parto, diluindo a imagem do nascimento como algo sofrido, impessoal.
A escolha pelo parto humanizado não foi uma opção apenas na segunda gravidez da professora Adriana Facina, 39 anos. Durante a gestação de sua primeira filha, Adriana tinha o desejo de dar à luz por parto normal, mas na época foi convencida pelos médicos a fazer uma cesariana. A figura de uma terapeuta corporal, que a acompanhou durante o procedimento, foi muito importante para que ela tivesse sua intimidade garantida nos primeiros momentos pós-parto.
Grávida de sete meses de um menino, Adriana procurou a doula Gisele Muniz, 28, para acompanhá-la nessa gestação. A professora mudou de obstetra e espera agora ter um parto normal.
“Esperei muito por isso na outra gravidez. Quando fizeram a cesariana foi uma grande frustração. Hoje tenho muita convicção do que quero. Eu não tenho medo, o que me preocupa atualmente é ter um parto domiciliar, só que é financeiramente difícil, os planos de saúde não aceitam”, lamenta Adriana.
Como doula, Gisele passa os conhecimentos do parto humanizado, as técnicas para relaxamento e também sua experiência como alguém que escolheu parto natural. Depois do nascimento de sua filha em 2006, a educadora perinatal considerou o assunto tão apaixonante que quis investir em cursos de formação.
“A doula não faz nenhum procedimento clínico e por isso qualquer pessoa sem ser da área da saúde pode atuar. Nosso foco é dar base à mulher, apoio e carinho”, diz.
O que a maioria vê como um momento sofrido durante o trabalho de parto, as doulas descrevem como o alcance à partolândia. Um estado alterado de consciência, quando a mulher se deixa levar pelos seus instintos primitivos e se concentra para parir.
“Algumas relatam até como um transe mesmo, em que nada mais importa. Nenhuma ordem importa, isso quando o parto é fisiológico. Já vi várias mulheres dizendo para desligar a câmera, rasgarem a roupa, darem ordens. A mulher deixa de falar, deixa de brincar, ela fica mais séria. Para a gente, a mulher chegar nesse estado é uma coisa fantástica”, relata Gisele.
“Para possibilitar que a mulher chegue nesse transe, a gente tenta evitar ao máximo o entra e sai no quarto, enfermeiro fazendo perguntas do tipo ‘qual seu CPF?’, pessoas que não têm nada a ver com aquele momento fotografando. Isso faz com que os partos sejam longos e a mulher demore a se concentrar. Esse é o lado mais instintivo, mais bicho que a mulher vai liberar. Elas têm que se entregar ao momento, à dor, não ter controle de tudo. Algumas mulheres sentem dor, outras não, algumas dizem que é apenas um desconforto, um apertão por dentro ou a dor maior do mundo. O importante é usar aquilo para trazer o bebê ao mundo. Nesse momento, a mulher se revela como ela é na vida”, completa Cátia.
A pessoa mais importante na cena do nascimento. Foi assim que se sentiu a jornalista Sarah Nery, 28 anos, quando se preparava para dar à luz a Caio. Ela fugiu da cesariana e preferiu ter seu filho em casa, com ajuda de uma parteira e de uma doula.
“Dar à luz com ajuda de uma doula é ter curiosidade e controle no parto, como elas dizem, ter um empoderamento do parto. O nascimento é algo tão maravilhoso, mas se perdeu porque o parto virou um estresse, uma coisa medrosa. O papel da doula foi fundamental, a ideia do parto natural é que tudo aconteça naturalmente, o corpo pede movimentos e você faz, não fica presa numa mesa. Nesse aspecto, minha doula trabalhou com massagens, respirações e movimentos”, conta.


Dicas para dormir melhor
Vira dali, ajeita daqui, escora com o travesseiro e nada de encontrar uma posição confortável para dormir! Quanto mais a barriga cresce, maior a dificuldade para ter uma boa noite de descanso. Quando o nono mês se aproxima, até falta de ar aparece. “As alterações hormonais, metabólicas e posturais da gravidez provocam desconfortos. Conforme aumenta de tamanho, o útero também começa a comprimir o estômago, os vasos sanguíneos e o diafragma”, justifica o médico Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Os fatores que tiram o sono das gestantes são muitos, mas alguns truques ajudam a minimizá-los. Confira as dicas dos especialistas para dormir bem e levantar disposta na manhã seguinte.
Por Suzana Dias


1. Descanse mais durante o dia
“A qualidade do sono é um reflexo do que acontece durante o dia. Por exemplo, o inchaço e a dor nas pernas, que incomodam para dormir, podem estar presentes durante o dia, mas a grávida fica distraída com outras atividades e nem se dá conta deles. Quando relaxa para dormir, os incômodos sobressaem”, explica Gustavo Kroger, ginecologista e obstetra da Clínica Genics, de São Paulo. Por isso, a recomendação do seu obstetra para fazer um repouso de pelo menos duas horas por dia com as pernas elevadas também tem efeito no seu descanso noturno. Siga esse conselho à risca!

Diabete gestacional.

Diabete gestacional: um diagnóstico nada doce
Por Rachel Campello
Excesso de peso, sedentarismo e uma dieta desequilibrada fazem mal em qualquer época da vida. Mas, quando essa indisciplina encontra a gravidez, o problema pode ser um pouco mais desagradável. Em algumas mulheres, esses hábitos errados provocam o diabete gestacional – quadro em que o organismo não produz insulina o bastante para assimilar todo o açúcar no sangue.

É possível controlar o diabete gestacional

Ele normalmente aparece por volta da 26ª semana, quando a placenta passa a produzir mais hormônios que levam à resistência à insulina, e se normaliza após o parto. O tratamento é importante para evitar que o bebê fique muito gordo (o que, ao contrário do que nossas avós pensam, não é saudável) ou desenvolva hipoglicemia ao nascer. “A maior parte das gestantes consegue controlar o problema fazendo uma dieta”, afirma o obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Caso essa estratégia não funcione, é preciso apelar para exames de sangue semanais e o uso de insulina.

Parcimônia no consumo de carboidratos

Segundo Lenci, o cuidado maior, no entanto, é evitar a ingestão de carboidratos, especialmente os de absorção rápida, como açúcares e derivados de farinha branca. Outra medida importante é manter uma dieta em torno de 2,8 mil calorias diárias orientada por um nutricionista. Ainda assim, o mais sábio é evitar que a diabete dê as caras. “Um dos maiores vilões para dispará-la é consumir doces em jejum”, afirma o obstetra Alberto d’Auria, diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. A dica para quem não quer abrir mão da sobremesa é reforçar a ingestão de fibras na refeição anterior.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Bioquímica da Obesidade: Consequências da Obesidade na Gestação

Bioquímica da Obesidade: Consequências da Obesidade na Gestação: " Mulheres obe..."

ALIMENTAÇÃO EFERTILIDADE.

Alimentação e fertilidade: mitos e verdades
Por Cristiana Felippe
Quando o assunto é aumentar as chances de engravidar, todo mundo sempre tem uma receita infalível escondida na manga. Há quem recomende comer muito ovo de codorna ou amendoim. Outros recorrem às propriedades da vitamina A, acreditando que doses maciças desse nutriente darão força extra aos espermatozóides na corrida para fecundar o óvulo. Mas será que essas táticas realmente funcionam? Descubra os principais mitos e verdades sobre alimentação e fertilidade.

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos, aumentam a fertilidade?
Mito. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade, dizem os médicos.

O homem que deseja ser pai também precisa de suplementos de ácido fólico?
Mito. As cápsulas dessa vitamina do complexo B são indicadas apenas para as mulheres que desejam ser mães. O suplemento é essencial para prevenir malformações no feto, principalmente nas primeiras semanas de gravidez. Segundo a nutricionista Renata Cristina Gonçalves, de São Paulo, o ideal é iniciar o consumo reforçado da substância três meses antes de engravidar e mantê-lo até o terceiro mês de gestação.

Os candidatos a papai estão dispensados da ingestão do ácido, mas devem incluir na dieta as fontes naturais da vitamina, como brócolis e espinafre. Um estudo da Universidade da Califórnia mostrou que os homens com baixo nível desse nutriente no organismo possuem menos espermatozóides. E isso não é um mito!

Homens e mulheres vegetarianos precisam rever as regras alimentares na época de engravidar?
Verdade. O ideal é procurar um médico ou nutricionista para avaliar bem a situação. Pode haver a necessidade de compensar a carência de alguns nutrientes. Mulheres vegetarianas, por exemplo, costumam apresentar deficiência de zinco. Esse mineral é importante para a função reprodutiva e pode ser encontrado em ostras, carne vermelha, fígado de galinha e feijão.

É recomendável que o homem ingira uma grande quantidade de vitamina A no período pré-gravidez?
Mito. A deficiência desse nutriente, presente em alimentos como leite, ovos e fígado, pode diminuir a produção e a resistência dos espermatozóides, o que tem efeito direto nas chances de engravidar. Por outro lado, seu consumo precisa ser equilibrado, já que as doses elevadas podem ser tóxicas para o organismo.

CUIDANDO DO CORPO PARA UMA GRAVIDEZ SAUDAVEL.



mulher grávida
Obesidade aumentaria risco de problema congênito de 3% para 4%
Mulheres que estão obesas quando engravidam têm mais chances de ter bebês com problemas congênitos, indica um estudo feito nos Estados Unidos.
A falta de membros e corações malformados são alguns dos problemas que podem ser causados pelo excesso de peso da mãe, segundo os pesquisadores da University of Texas, em Houston.
Estudos anteriores feitos em menor escala já haviam sugerido uma conexão, mas o trabalho americano é considerado o maior e mais abrangente já feito sobre o assunto.
Os pesquisadores entrevistaram mais de 15 mil mães ao longo de um período de cinco anos - 10 mil que haviam tido bebês com problemas e outras cinco mil, que deram à luz crianças saudáveis.
Elas tiveram de informar aos cientistas o peso e a altura que tinham quando ficaram grávidas.
Com base nessas informações, a equipe da University of Texas concluiu que sete tipos de problemas eram mais comuns em bebês de mulheres obesas.
São condições como espinha bífida (falha na formação das vértebras na coluna do feto), anormalidades genitais e de intestino, além de atrofia ou falta de dedos dos pés e das mãos, braços e pernas.
Risco
Os pesquisadores ressaltam, porém, que embora o estudo reforce a necessidade de se manter um peso saudável, o risco de ter um bebê com problema congênito é baixo mesmo para mulheres obesas.
Kim Waller, que liderou o estudo, diz que os resultados sugerem que o risco de ter bebês com graves problemas congênitos aumenta de 3%, no caso de mulheres de peso saudável, para 4%, entre as obesas.
A equipe de Walker não tem uma explicação conclusiva sobre os resultados, que precisarão ser analisados em outro estudo. Podem ser conseqüência direta da obesidade, mas também podem estar relacionados a outros fatores, como, por exemplo, a dieta de mulheres obesas.
Para o professor Nick Wald, do Insituto de Medicina Preventiva de Wolfson, na Grã-Bretanha, os problemas detectados no estudo podem não estar relacionados ao peso da mãe.
Segundo ele, a incidência de casos de espina bífida tem sido reduzida com melhor nutrição das mães, particularmente com o acréscimo de ácido fólico à sua dieta.
"As mulheres nesse estudo podem não estar tendo uma ingestão nutricional adequada", sugere Wald. "E embora eles tenham tentado excluir o diabetes, pode ter havido muitos casos de diabetes tipo 2 que não foram detectados e se sabe há muito tempo que é um um fator de risco na gravidez."
 


 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acredite..você...pode.: EU QUERO,EU POSSO,EU CONSIGO,EU REALIZO.

Acredite..você...pode.: EU QUERO,EU POSSO,EU CONSIGO,EU REALIZO.: "Faça a Diferença! Você é Capaz Não é o seu talento ou o seu berço de nascença, Não é o seu extrato bancário que determina o valor, Não..."

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Boa semana a todos amigos,bjos de luz no seu coração.

TENHAM TODOS UMA LINDA E SAUDÁVEL SEMANA.

Receita de saúde - Não se preocupe com o amanhã

Postada em domingo, 5 de dezembro de 2010.
O homem tem por hábito preocupar-se sempre com o dia de amanhã.
Não vive o hoje. Vive o ontem e o amanhã.
Preocupar-se é contraproducente, pois não há como prever
o que irá acontecer. Somente Deus tem esse poder.
A preocupação não permite que o homem viva em plenitude,
pois fica paralisado pensando no que poderá lhe acontecer.
Isso causa angústia, ansiedade e sofrimento,
sem falar em outros males físicos que acometem essas pessoas.
Vivamos o dia de hoje da melhor maneira que pudermos,
pois o nosso amanhã será fruto do hoje.
Também não nos apeguemos ao que passou,
pois é passado e não há como mudá-lo.
Confiemos na Providência de nosso Criador.
Tudo está certo e não acontecerá nada do que já não esteja
previsto por nosso Pai Celestial.
Confiemos e sigamos plantando as melhores sementes
que pudermos no dia de hoje, pois amanhã será outro dia
e teremos outras ocupações.
Ocupemo-nos com o que temos a realizar hoje.
A oportunidade perdida hoje não se recupera!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


  • VERÃO  O  ANO INTEIRO..............PROGRAMA DE REDUÇÃO DE MEDIDAS...........CELULITE.....FLACIDEZ......REJUVENESCIMENTO FACIAL......RELAXAMENTO.....REIKI.......SHIATSU........TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES........E MUITO MAIS....   
  •  PROGRAMA 1-   REDUÇÃO+  CELULITE+NUTRIÇÃO CELULAR  = 20 SESSÕES.......INVESTIMENTO.........3 X    $ 292,00  OU Á VISTA$790.00.
  • PROGRAMA  2 -  CELULITE + FLACIDEZ + FIRMICELL = 20 SESSÕES..... 3 X $ 259,00.......OU A VISTA  $ 690,00.
  • PROGRAMA 3- 10 SESSÕES DE DRENAGEM LINFÁTICA  =   2 X DE $ 200,00 OU A VISTA $360,00  GANHE  1  GOMAGEM CORPORAL OU 1 MASSAGEM MODELADORA.
  • PROGRAMA 4 - DRENAGEM LINFÁTICA + CHÁ TERMOGENICO  =  3 X  $261,00 OU A VISTA $ 700,00.
  • PROGRAMA 5- 1 GOMAGEM CORPORAL + 10 MASSAGENS MODELADORAS + 10 ENDERMOTERAPIA  = 3 X $ 260,00 OU $ 700,00 A VISTA.
  • OPÇÕES DE TRATAMENTO  PERSONALIZADO COM  AVALIAÇÃO GRATUITA.
  • PAGUE  2  PROGRAMAS E GANHE + 1.
  • VALE PRESENTE.......FAÇA UM NATAL DIFERENTE.
  • TERAPIA DAS PEDRAS QUENTES   $  80,00 SESSÃO  PAGUE 2 E GANHE + 1.
  • CONTATOS.......  www.seneyasaudetotal.blogspot.com  , tel (13) 32256748 begin_of_the_skype_highlighting              (13) 32256748      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting              (13) 32256748      end_of_the_skype_highlighting  ou 78135403 id* 31899.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Gêmeos coligados


 
GÊMEOS  SIAMESES. INTERESSANTE.


Irmãos Chang e Eng: responsáveis pela expressão “gêmeos siameses”.
Gemeos idênticos são formados a partir de um único óvulo e espermatozoide e que, alguns poucos dias após a fecundação, aleatoriamente formam dois ou mais embriões. Quando esta separação ocorre mais tarde, em meados do décimo dia, a gravidez pode ser inviável; ou, em casos muito raros, formam-se gêmeos coligados – com frequência de um para 200.000 partos.

Também chamados de gêmeos siameses, unidos ou acolados; estes se encontram ligados por uma região comum do corpo, podendo compartilhar um ou mais órgãos. Quando a união se dá pelo tórax, são chamados de xifópagos. Pelo osso esterno, esternópagos. Já pela pelve, são os isquiópagos; e pela cabeça, os chamados cefalópagos. Os unidos pela face são denominados metopópagos; pelo dorso, raquiópagos; e os ligados pelo tórax, toracópagos.

Dependendo dos órgãos que estes gêmeos têm em comum, pode ser possível realizar a separação destes, cirurgicamente. Entretanto, este processo é bastante delicado, nem sempre garante a sobrevivência de ambas as crianças e pode deixar sequelas físicas.


Curiosidade:

O nome “siameses”, atribuído aos gêmeos unidos entre si, se refere ao Sião (atual Tailândia): local de nascimento dos irmãos Chang e Eng. Ligados pela região torácica, estes “gêmeos siameses”, como ficaram conhecidos, executavam apresentações circenses nos Estados Unidos, fazendo com que ficassem bastante conhecidos. Viveram por 63 anos: período que perdurou entre os anos de 1811 a 1874; e que tiveram a oportunidade de se casar e ter um total de 21 filhos.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

GÊMEOS.

Gêmeos

Irmãos gêmeos.
Irmãos gêmeos são aqueles que foram gerados em uma mesma gravidez, possuindo, portanto, a mesma idade. Eles podem ser oriundos de um mesmo zigoto, apresentando-se extremamente semelhantes (gêmeos homozigóticos) ou de dupla ovulação, sendo os gametas femininos fecundados por mais de um espermatozoide (gêmeos dizigóticos). Neste último caso, a semelhança entre os irmãos não é regra, e eles podem apresentar sexos distintos.
No caso de gêmeos homozigóticos, geralmente esse evento ocorre por mero acaso e corresponde a 25% das gestações gemelares. Quanto à formação de gêmeos dizigóticos, percebe-se uma predisposição familiar na qual a mulher tende a liberar mais de um ovócito por ovulação. Esse tipo corresponde a 75% das gestações múltiplas.
Uma gravidez gemelar requer cuidados especiais, uma vez que as modificações no organismo da gestante são diferentes. A demanda nutricional, por exemplo, é maior; assim como o risco de se desenvolver  diabetes e hipertensão, e as possibilidades de um parto prematuro. Assim, é muito importante o acompanhamento pré-natal e o cumprimento correto das orientações médicas, fazendo com frequência exames de ultrassom, a fim de averiguar o crescimento dos fetos, a quantidade de líquido e as condições em que se encontra cada um deles.
Quanto ao tipo de parto, não há restrições para o parto normal, desde que a posição dos bebês e condições de saúde deles e da mãe sejam favoráveis. Pelo fato de os bebês serem menores do que os de gravidez única, o parto costuma ser tranquilo e menos doloroso.
Após o nascimento, é necessário aprender, a cada dia, como lidar com a individualidade e personalidade de cada um, evitando comparações e competições.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

CESARIANA NA HISTÓRIA.


Cesariana realizada na antiguidade
Antigamente os partos eram unicamente normais, salvar a vida da criança e da mãe era bem complicado, não tinha como recorrer ao bisturi. Toda e qualquer complicação ocorrida na hora do parto como, por exemplo, posição errada do bebê, resultava na morte do feto.
Havia muitas superstições acerca do parto normal, apenas parteiras poderiam permanecer no quarto, os homens e os médicos eram postos para fora do local, ou saíam de casa durante o parto, que durava em média dez horas. Criam que a presença deles atrasaria o parto. Empurrar de um lado, apertar de outro, foi dessa forma que surgiu o fórceps, criado por Peter Chamberlen por volta de 1600. O aparelho encaixava na cabeça da criança, e ajudava trazê-lo ao mundo. Já nos casos mais complexos, quando a criança morria dentro da mãe, era utilizado um procedimento denominado craniotomia, o qual consistia em perfurar o crânio do feto e tirá-lo aos poucos do útero, pela vagina.
O primeiro parto realizado com cesariana foi feito num período onde cortar a barriga da mulher só era possível após a sua morte. Os costumes religiosos, inclusive as leis de Roma em 700 a.C., proibiam funerais de mulheres grávidas, por isso era necessário fazer uma incisão no cadáver da mãe para tirar o feto.
Nos grandes impérios quando havia risco de morte da criança, eles poupavam a vida desta e arriscava a vida da mãe, o que garantia a perpetuação social. Isso ocorreu com o ditador Júlio César, ocorreu certa complicação na hora do seu parto, o que fez com que optassem por sua vida ao invés da vida de sua mãe, dessa forma fizeram uma incisão na barriga de sua mãe e o retiraram, mas para a surpresa de todos a mãe sobreviveu após dar a luz, inclusive teve outros filhos depois de Júlio César. Daí surgiu a prática da cesariana, palavra que significa “cortar”.
Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola
Uma gravidez tranqüila é fundamental

No período em que a mulher tem um embrião dentro de si em desenvolvimento, seu organismo passa por alterações que se acentuam a cada dia de acordo com o desenvolvimento do bebê. Dentre todos os sinais que uma mulher percebe ao engravidar, a ausência da menstruação é a mais evidente.

A menstruação nesse período é evitada pelo hormônio produzido a partir da fecundação chamado gonadotrofina. Existem mulheres que apresentam uma menstruação mais leve no primeiro mês, ocorre quando o óvulo fertilizado se hospeda no revestimento uterino provocando tal sangramento.

Dentre os inúmeros sinais que evidenciam a gravidez podemos citar: enjôo, mal-estar, mamas inchadas e sensíveis, cansaço diário, pressão na bexiga, fadiga, aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade, estresse, prisão de ventre, fome em excesso, inchaço, irritabilidade, aumento da necessidade de urinar, aumento da secreção vaginal, rejeição a cheiros e outros.

Ao apresentar alguns destes sinais, a mulher deve procurar um médico para que seja realizado um exame de sangue para confirmar a condição e a partir desta confirmação, que também pode ser feita por um exame de farmácia, a mulher passa a seguir orientações médicas acerca da nutrição, exercícios físicos e de relaxamento. Sinais como sangramentos, dor de cabeça forte e persistente, tontura, cólicas, febre, calafrios, secreção vaginal anormal e outros devem ser relatados ao médico, pois tais sinais podem revelar alguma anormalidade no organismo materno ou no desenvolvimento do bebê.
Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RISCOS DA OBESIDADE DURANTE A GESTAÇÃO PARA A MÃE E O BEBÊ

Dra Valeria Santos de Almeida
O excesso de gordura corporal é definida como obesidade….mas não se assuste não podemos chamar de obesa uma pessoas que tem
apenas uns quilinhos à mais que aparecem visivelmente pelas dobrinhas na
cintura, costas ou em outras partes do corpo.
Para uma pessoa ser considerada obesa segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é necessário ter o Indíce de Massa Corporal acima de 30. Como consigo então saber se me encontro longe ou próximo deste número??
Basta dividir seu peso corporal em quilos pelo quadrado da estatura em centímetros (P/E2).
       A OMS elaborou uma classificação, observe a tabela abaixo:
IMC até 24,9
peso normal
IMC de 25 a 29,9
acima do peso
IMC acima de 30
Obesidade

A obesidade é conhecida é hoje uma epidemia mundial, e no nosso país isto também é uma realidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o excesso de peso e a obesidade entre as mulheres cresceram 50% nos últimos 30 anos, e atualmente, 51,9% das brasileiras entre 20 e 44 anos estão acima do peso, idade em casamos e temos nossos filhos.
Mas quais são os riscos do excesso de peso durante a gravidez?, Porque os obstetras se preocupam tanto com o peso que a mulher pode ganhar durante a gestação??
Evidências científicas relatam que quanto maior o IMC pré gestação ou no primeiro trimestre maiores são os
riscos para a mãe e o bebê. Pesquisas revelam que quanto maior o IMC maior o risco de diabetes, e pré-eclâmpsia. As gestantes obesas também apresentam maior probabilidade de terem infecções de urina, além partos por cesariana, hemorragia e infecção no pós parto.
Mas não para por aí, os bebês de gestantes obesas também podem sofrers conseqüências desastrosas do excesso de peso materno. As malformações fetais são mais comuns em gestantes obesas do que com peso normal, além de maior incidência de defeitos no tubo neural, mesmo utilizando suplementação adequada de ácido fólico.
O peso do bebê também pode ser afetado, bebês com peso acima de 4 quilos (macrossomia) são comuns em gestantes obesas, independente da associação com diabetes mellitus. Ao nascer seus filhos têm maior probabilidade de serem obesos, e este risco aumenta se a mãe é diabética.
Além disso, sabemos hoje que o ganho de peso durante a gestação é um dos mais relevantes determinantes para retenção de peso pós parto, e assim muitas mulheres não conseguem perder o peso que ganharam durante a gestação entram numa nova gravidez com quilos á mais formando um ciclo perigoso.
Por isso que a manter um peso normal para sua estatura antes da gravidez é bastante interessante bem como ganhar o peso recomendado pelo seu médico.
Algumas estratégias são necessárias como a combinação de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos em todas as fases: pré-gravidez, gravidez e pós-parto.
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Texto base: MATTAR, R. et al. Obesidade e Gravidez. Rev Bras Ginecol Obstet. 2009, 31(3):107-10
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Cuidados pra gestante obesa.

Alimentação da Gestante

O perigo da obesidade para as futuras mamães
A fome pode estar ligada a alterações psicológicas e emocionais
A gravidez é um momento delicado e requer cuidados especiais, principalmente quando o assunto é a alimentação que, nessa fase, tem relação direta com a saúde da mãe e a do bebê, tanto na vida intra-uterina como no futuro. A obesidade na gravidez é um problema comum e perigoso. Cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez. Para a psicóloga e criadora do método de emagrecimento Forma Leve, Yara Daros, a fome não é apenas uma necessidade fisiológica e também pode estar associada a alterações psicológicas e emocionais, como períodos de ansiedade e fragilidade, que podem levar à compulsão alimentar.
Segundo o RDI (Recommended Dietary Intakes), tabela com as recomendações universais sobre alimentação, gestantes a partir do terceiro mês de gravidez devem ingerir apenas 300 calorias a mais do que o normal, totalizando 2.800 calorias por dia. Considera-se que as gestantes de baixo peso ganham em torno de 15 kg; as de peso adequado, entre 10 a 12 kg; e as com sobrepeso ou obesas, entre 6kg e 7kg.
"Ganhar peso excessivamente no período gestacional ou iniciar esse período com sobrepeso ou obesidade são fatores de risco para complicações como diabetes, hipertensão e pré-eclâmpsia, principalmente no final da gestação. Esses males são duas a seis vezes mais comuns em mulheres com excesso de peso" ressalta Yara.
A obesidade durante a gestação também está associada ao maior índice de mortalidade dos recém-nascidos, principalmente no período perinatal, além do nascimento de crianças com defeito no tubo neural, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula. A média de peso dos bebês também é maior que o normal, o que pode provocar riscos obstétricos durante o parto, contribuindo para a maior taxa de cesáreas.
"As mulheres que ganham muito peso durante a gravidez têm hábitos alimentares ruins e que, possivelmente, continuam depois do nascimento do bebê. Para as que iniciam a gravidez com sobrepeso ou obesidade, nenhum aumento calórico é recomendado", explica Yara. Ela complementa que, no entanto, o período de gestação não é o mais adequado para perder peso e é fundamental que a gestante com sobrepeso receba orientação alimentar adequada para não colocar a sua vida e de seu bebê em risco.
Dicas para uma gravidez saudável:
Beba água constantemente, de 1,5 a 2 litros por dia.
Consuma pelo menos três frutas por dia, além de legumes e verduras no almoço e jantar. Esses alimentos são ricos em fibras, que previnem a prisão de ventre, muito comum na gestação.
Fracione as refeições em seis a oito vezes ao dia, com pequenas quantidades, e mastigue devagar. Consuma alimentos com baixo teor de gordura e evite ingerir líquidos durante as refeições, para facilitar a digestão e evitar azia.
A carne é muito importante nesse período, por ser rica em ferro e proteínas. O ferro pode ser melhor absorvido se consumido com frutas ricas em vitamina C, como kiwi, laranja, limão, acerola, tangerina e abacaxi.
A amamentação é a grande fonte de perda de peso para a grávida. A mulher que amamenta perde de 400 a 500 calorias por dia. Isso equivale à quantidade de calorias perdidas em mais de uma hora de exercícios aeróbicos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MUITO IMPORTANTE.........LEI DO ACOMPANHANTE.

Lei do Acompanhante no Parto - Nosso direito não está À VENDA!!!!

A partir de uma denúncia que relatou a cobrança de taxa em um hospital em Cuiabá-MT, o Ministério Público Federal no Mato Grosso firmou um Termo de Ajuste de Conduta com os hospitais particulares locais. Agora, todos eles terão de permitir a permanência do acompanhante de livre escolha da parturiente gratuitamente no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato e afixar cartazes informando os direitos das gestantes. (http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/dest_sup/mpf-mt-move-acao-contra-hospitais-por-cobranca-ilegal-de-taxa)

Se você foi impedida de ter seu acompanhante nesse momento tão delicado que é o nascimento de um filho, DENUNCIE.
Se cobraram uma taxa para a entrada do seu acompanhante no parto, para a roupa (taxa de paramentação), para ele pernoitar, para a alimentação do acompanhante, DENUNCIE.
Se impediram a entrada do seu acompanhante por ser homem, ou por ser mulher, ou por não ser o pai, DENUNCIE.

Toda mulher tem direito de ter um acompanhante de sua livre escolha no acolhimento, pré-parto, parto e pós-parto imediato.
Todo plano de saúde é obrigado a cobrir as despesas de um acompanhante por esse período. É obrigado a cobrir a taxa de paramentação, a alimentação e a acomodação adequada para pernoite.

Se você se sentir mais a vontade, peça "sigilo de dados pessoais" em sua denúncia.



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terça-feira, 12 de outubro de 2010

IMPORTANTE......MUITO IMPORTANTE.....

Violência em maternidades revela problemas na saúde pública
Por Rafaela Carvalho - rafaela.souza.carvalho@usp.br
Publicado em 8/outubro/2010

Uma pesquisa apresentada à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) revela que grávidas em trabalho de parto sofrem diversos maus tratos e desrespeitos por parte dos profissionais de saúde nas maternidades públicas. Segundo a análise, esse tipo de violência, além de apontar para os problemas estruturais da saúde pública, revela a “erosão” da qualidade ética das interações entre profissionais e pacientes, a banalização do sofrimento e uma cultura institucional marcada por estereótipos de classe e gênero.
Autora do trabalho, a psicóloga Janaína Marques de Aguiar explica que essa violência acontece de diversas formas: negligência na assistência, discriminação social e racial, gritos, ameaças, repreensão, piadas jocosas, a não permissão de um acompanhante à escolha da paciente – direito que é garantido por lei – e até mesmo a não utilização de medicação para alívio da dor, quando for tecnicamente indicada. Muitas vezes, esse tipo de violência acontece quando as pacientes manifestam o seu sofrimento. “Elas já chegam ao atendimento público alertadas por mães, irmãs ou vizinhas que quem grita sofre mais: é deixada para ser atendida por último ou é maltratada.”

Para a realização desse trabalho, a psicóloga entrevistou 21 mulheres que estavam no período de até três meses após o parto em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo, além de 18 profissionais da saúde pública. A partir das entrevistas, Janaína constatou que a violência institucional é banalizada e, portanto, invisibilizada por grande parte dos profissionais, que nem sempre identificam esses desrespeitos e maus tratos como uma forma de violência. “Muitas vezes, essas atitudes são vistas como uma brincadeira ou como uma tentativa do médico de fazer com que a paciente o escute.” A pesquisadora relata que é frequente o uso de ameaças para que a paciente não grite e não faça escândalo. “São comuns frases do tipo: ‘Está chorando/gritando por quê? Na hora de fazer não chorou/gritou.’ Esse jargão é bastante comum e aponta para a crença, ainda frequente nos dias de hoje, de que a dor do parto é o preço a ser pago pelo prazer sexual”, diz a pesquisadora.
Além disso, muitos dos profissionais entrevistados ressaltam a falta de anestesistas de plantão para analgesias de parto normal. A situação também é um flagrante da precariedade do sistema e de uma cultura institucional que ainda negligencia a humanização da assistência.

Janaína ressalta que a violência acontece porque o outro é tomado como um objeto de intervenção e não como um sujeito. “A complexidade desse tema envolve desde a precarização do sistema público de saúde até a própria formação dos profissionais, que muitas vezes não é voltada para uma humanização da assistência”, explica.
Como pano de fundo da violência institucional está a ruptura na comunicação, no diálogo entre profissionais e pacientes. Omitir informações, não informar sobre os procedimentos realizados, não negociar com a paciente a realização desses procedimentos, viola os seus direitos e nega sua autonomia. Isso pode gerar maior estresse para a mulher que está sendo atendida, dificultando uma comunicação eficaz.

Janaína ressalta ainda que mesmo em um contexto de dificuldades estruturais, com falta de recursos humanos e materiais, com alta demanda de atendimentos em pouco tempo, muitos profissionais conseguem dar uma assistência humanizada para suas pacientes. “Há, portanto, possibilidades de uma assistência sem violência. Mas é preciso reconhecer que essa violência existe, saber como e por que ela acontece para que se possa combatê-la.”

A tese de doutorado Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero, financiada por bolsa Fapesp, foi apresentada ao Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP e orientada pela professora Ana Flavia Pires Lucas D’Oliveira.

Mais informações: email jamaragui@usp.br
Link: http://www.usp.br/agen/?p=36706

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Informações tiradas da revista Crescer. Prematuro.

O desenvolvimento do bebê prematuro

O carinho dos pais é fundamental para o desenvolvimento do bebê que chegou antes da hora

Jeanne Callegari e Thais Lazzeri

Beto Tchernobilsky
Motivo de preocupação para médicos e pais, os prematuros, bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação, têm facilidade em pegar doenças infecciosas e em ter problemas para respirar. Isso porque o sistema imunológico e o pulmão do bebê só amadurecem no fim da gestação, entre a 37a e a 42a semana. Para estimular o desenvolvimento da criança, deve entrar em cena uma equipe multidisciplinar: uma fisioterapeuta para a parte motora, uma fonoaudióloga para melhorar a sucção, e uma terapeuta ocupacional para cuidar dos pés e das mãos. Indispensável mesmo é o colo dos pais. "A fala, o cheiro, o calor do corpo deles e, claro, o leite materno fazem o bebê evoluir mais rápido", diz a neonatologista Lia Mara Bizinotto.

O tratamento varia: crianças menores precisam de estímulo por mais tempo, como é o caso de bebês que nascem com menos de 1 quilo. Calcula-se o desenvolvimento subtraindo as semanas que faltaram para completar a gestação: se o bebê nasceu com 28 semanas, por exemplo, ele vai estar dois meses atrasado em relação a um bebê nascido a termo. O esperado é que ele gradativamente se equipare ao de uma gestação completa aos 2 anos e meio. Vale dizer: ansiosos, os pais de prematuros podem cometer excessos que podem levar a problemas, da superproteção à obesidade.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Parto Normal
está no meu Plano

Em razão do alarmante percentual de partos cesáreos realizados na saúde suplementar, que ultrapassa 80% dos partos do setor, a ANS promove desde 2008 um movimento em favor do parto normal e pela redução das cesarianas desnecessárias.

O objetivo é reunir gestantes, profissionais da área de saúde e toda a sociedade em uma ampla discussão sobre o melhor caminho a ser seguido.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DRENAGEM E MAIS...DRENAGEM. BOM DEMAIS.

Entre as boas opções que garantem o bem-estar da futura mamãe, a drenagem linfática manual é uma das mais procuradas.
A técnica ativa a circulação por meio de massagens específicas e ao mesmo tempo relaxantes, realizada com pressões suaves, lentas, intermitentes e que seguem o trajeto do sistema linfático.
Drenagem Linfática
O resultado é a eliminação do excesso de líquidos e toxinas pela urina, além de aliviar tensões, dores musculares, edemas (inchaços) e aumentar a imunidade da grávida.
Durante a gestação o corpo da mulher retem um volume de água até 8 litros acima do normal, sendo o hormônio progesterona responsável por essa situação. Outros fatores também colaboram para o aumento do peso e gerar desconforto, inchaço e sensação de peso nos pés e nas pernas como: o próprio bebê, a placenta, o líquido amniótico e algumas gordurinhas extras.
Por a gestação ser um momento único e especial na vida da mulher, a drenagem linfática deve ser feita por fisioterapeuta especializado e capacitado para poder proporcionar bem estar e evitar o surgimento de outros problemas. A massagem ajuda a aprofundar o contato da gestante com a nova identidade corporal e fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê. Os resultados favorecem a auto-estima, o que garante uma gestação mais saudável e feliz.

YOGA PARA GESTANTES, MANTENDO O CORPO E A MENTE EM SINTONIA.


Hatha yoga para gestantes: conheça os benefícios
Yoga é uma ciência milenar dos sábios da India e constitui uma das melhores formas de disciplina e controle físico, mental e espiritual do homem.

O QUE É

Yoga significa uniao: unindo consciência e matéria, através de sua prática, ela pressupoe uma atitude da mente que permite às pessoas enfrentar a vida com tranqüilidade de espírito.

Yoga, portanto, nao é uma religiao, é uma filosofia de vida. Ela trabalha com a energia, e visa facilitar a remoçao de obstáculos para que esta possa circular livremente por todo corpo e toda mente.

Hatha yoga para gestantes é uma yoga adaptada para esse período da vida da mulher (ela é preparada para a maternidade e para a vida após esta).

BENEFICIOS

- Há um aumento nos níveis de energia, com conseqüente bem estar e diminuiçao da fadiga exagerada, tanto na gestaçao, quanto no parto e pós- parto;

- O livre fluxo da corrente sanguínea, permite a chegada de mais oxigênio às células, o que diminui as câimbras;

- Trabalha muito com a coluna (melhora a postura, ajuda a eliminar azia, falta de ar e dores na regiao lombar);

- Ensina a reconhecer os diferentes tipos de respiraçao, preparando a gestante para o trabalho de parto;

- Ensina diversas posiçoes a serem adotadas nos períodos de dilataçao e expulsao.

MUDANÇAS DECORRENTES DA PRATICA

Mental

As posturas sao realizadas em conexao com a respiraçao ( Como a respiraçao faz a ligaçao entre corpo e mente, passa-se a observar simultaneamente o corpo e a mente). Além disso amplia-se a habilidade de focar a atençao sobre certas tarefas e objetivos a serem atingidos (criam-se as bases para o fortalecimento da força de vontade, bem como para as difíceis mudanças de hábito).

Emocional

A quietude e a auto-observaçao vao produzindo, na gestante, oportunidades de perceber de forma nova as situaçoes da vida, bem como de descobrir novas maneiras de lidar com as próprias dificuldades emocionais.

Espiritual

As diversas práticas de relaxamento podem lhe trazer benefícios espirituais (O nascimento do filho pode ser vivido como uma das mais profundas experiências espirituais da vida).

A Hatha Yoga só traz benefícios à saúde da mulher e de seu filho, de maneira alguma prejudica a gestaçao; mas, é muito importante que os exercícios sejam feitos com o acompanhamento de uma pessoa especializada.

Direitos das Gestantes, segundo o Ministério da Saúde:

1- Presença do companheiro ou alguém da família para acompanhar o parto, dando segurança e apoio;

2- Receber as orientaçoes necessárias, passo a passo, sobre o parto e os procedimentos que serao adotados, com a mulher e o bebê. A mulher bem informada faz melhor a sua parte, ajuda mais;

3- Receber líquidos (água , suco), pois o trabalho de parto pode durar até 12 horas;

4- Liberdade de movimentos durante o trabalho de parto. A mulher pode caminhar sem restriçoes;

5- Escolha da posiçao mais confortável para o parto;

6- Relaxamento para aliviar a dor. Pode ser massagem, banho morno ou qualquer forma de relaxamento conveniente para a mulher;

7- Parto seguro, sem muitos procedimentos, pois podem até atrapalhar em vez de ajudar. É importante verificar sempre as contraçoes e escutar o coraçao do bebê;

8- Contato imediato com o bebê logo que nasce. Muito importante para a mae e o filho;

9- Alojamento conjunto, para que o bebê fique o tempo todo perto da mae, recebendo carinho e atençao;

10- Respeito. A mulher deve ser respeitada, chamada pelo nome, ter privacidade e ser atendida em suas necessidades.


Fonte: saudeinformacoes

ACHEI MUITO INTERESSANTE E COLOQUEI PARA AUMENTAR AS OPÇOES ,PARABENS A ESSAS PROFISSIONAIS QUE SE PREOCUPAM E CUIDAM TÃO BEM DAS MAMÃES.

Bem-Estar

BabYoga: Mãe e Bebê praticando juntos!

O BabYoga é uma modalidade ainda pouco difundida no Ocidente. Mas sabe-se muito bem da importância do vinculo afetivo entre mãe e bebê desde o nascimento. Quanto mais qualidade nesse contato entre a mãe e filho, mais esse laço se estreita, se fortalece. Não estamos falando aqui somente do tempo que ambos ficam juntos, e sim da qualidade desse tempo.
Nas aulas de BabYoga esse é um dos principais focos. Aproximar ambos durante a atividade física e manter os dois tranquilos e inteiros nesse momento que é somente deles.

Muitas mães precisam voltar logo ao trabalho, aos afazeres e a correria logo se instala na rotina de ambos. Com esse momento das aulas, os dois têm um tempo que é para eles “trabalharem” juntos. O contato das mãos e o “olho no olho” são fundamentais durante as aulas.
Mães e filhos precisam estar em sintonia para que a aula aconteça. E a adaptação durante esse período é fundamental.
As aulas são compostas por ásanas (exercícios psicofísicos), pranayamas (respirações) e relaxamento.
Durante as aulas de BabYoga a mamãe que teve parto normal pode iniciar logo após um mês, e as que fizeram cesária, dois meses. Os bebês também podem começar depois do primeiro mês do nascimento.
Para as mamães priorizamos ásanas (posturas de yoga) que façam o trabalho abdominal, fortaleça a lombar, braços e pernas, e ainda focalizamos muito a abertura do tórax, para que durante a amamentação (em que muitas mulheres acabam se curvando à frente) a mulher possa manter uma postura regular, com a coluna ereta, o que facilita também a boa respiração (exalar mais do que inspirar, e sempre pelo nariz).
Os alongamentos também ajudam a fortalecer o tônus muscular.
A respiração longa e profunda vai colaborando para que o sistema nervoso fique em mais harmonia, trazendo calma e quietude interna.
O bebê se adapta às posturas com facilidade. Ora fica apoiado nas pernas da mamãe, ora fica no tapetinho (ou trocador), observando o que ela está fazendo. Ambos se divertem. Isso é fundamental... a alegria no ambiente.
Ao final da aula, os bebês recebem uma deliciosa massagem indiana, conhecida como Shantala , que os ajuda a regularizar o intestino, minimiza as cólicas, acalma o bebê, e estimula o afeto, já que o toque é fundamental para que os bebês sintam-se amados e seguros!

Namastê!
Adriana Vieira - Instrutora de Yoga especializada em Yoga Pré-natal e Baby Yoga
Doula certificada e aplica Shantala desde 2005, quando esteve na Índia, aprendendo essa técnica milenar
Idealizadora do site: www.namaskaryoga.com.br
E-mail: yoga@adrianaviera.com.br
Fone: (13) 9787-6693

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Muito importante conhecer e e saber o melhor a ser feito.

http://www.amigasdoparto.com.br/plano.html - por Ana Cristina Duarte - GAMA
Plano de Parto


O que é
O plano de parto é uma lista de itens relacionados ao parto, sobre os quais você pensou e refletiu. Isto inclui escolher onde você quer ter seu bebê, quem vai estar presente, quais são os procedimentos médicos que você aceita e quais você prefere evitar.
Nos EUA, onde começou a ser difundido, o plano funciona como uma carta, onde a gestante diz como prefere passar pelas diversas fases do trabalho de parto e como gostaria que seu bebê fosse cuidado após o nascimento.
No entanto, acreditamos que o maior valor do plano de parto é justamente propiciar uma maior reflexão e compreensão sobre o tipo de parto que você prefere. É um exercício que pode ajudá-la a definir aquilo que é importante para você, e com esta informação em mãos, fazer com que esteja mais bem preparada para conversar com seu médico. Não se trata, portanto, de uma lista de ordens, mas de um ponto de partida para a conversa.

Porque fazer
Os casais brasileiros estão percebendo cada vez mais que os médicos e profissionais da saúde bem-intencionados nem sempre têm respaldo científico que sustentem as práticas obstétricas comuns e que muitas dessas práticas são adotadas simplesmente por serem parte de uma tradição médico-hospitalar.
Nos últimos quarenta anos muitos procedimentos artificiais foram introduzidos, de modo a transformar o nascimento de evento fisiológico natural em um complicado procedimento médico no qual todo tipo de droga é usada, todo tipo de procedimento é aplicado, muitas vezes desnecessariamente e alguns dos quais potencialmente prejudiciais ao bebê e até à mãe.
Está cada vez mais claro que todos os aspectos dos cuidados médicos hospitalares tradicionais no Brasil devem ser revistos e questionados criteriosamente sob a luz do respaldo científico em relação aos possíveis efeitos sobre o bebê e a parturiente.
A gestante/parturiente tem o direito de participar das decisões que envolvem seu bem estar e o do bebê que ela está gestando, a menos que haja uma inequívoca emergência médica que impeça sua participação consciente. Ela tem o direito de saber exatamente os benefícios e prejuízos que cada procedimento, exame ou manobra médica pode provocar a ela e/ou ao seu bebê. 
Todas essas informações devem ser fornecidas com base nas evidências científicas. Abaixo você poderá se inteirar das variáveis que acontecem no atendimento ao parto, sobre as quais você pode ter alguma influência. Ao lado de cada variável, procedimento ou atitude, segue uma explicação baseada em evidências científicas.
Esses detalhes podem fazer uma grande diferença para o seu parto, tornando-o uma experiência mais intensa e enriquecedora para toda a família. Analise-as com cuidado junto ao seu parceiro e explique ao seu médico o quanto elas são importantes para você.

DURANTE O TRABALHO DE PARTO
Você Quer? Explicação
1) Presença de um acompanhante de sua escolha durante todo o parto, da admissão ao nascimento. Elimina o estresse da separação. Seu parceiro pode provê-la com suporte emocional durante o trabalho de parto e durante todos os procedimentos necessários. A presença do pai propicia a formação dos laços familiares com o novo membro que vai nascer. É direito garantido por lei federal.
2) Presença de outras pessoas da família ou amigos durante o trabalho de parto e parto. A presença de outras pessoas da família ou amigos pode significar mais apoio para você e seu parceiro. Não há aumento na incidência de infecções, desde que essas pessoas não apresentem sinais de doença (por exemplo, coriza ou diarréia)
3) Lavagem Intestinal (Enema, Fleet-Enema, Enteroclisma). A lavagem intestinal é desconfortável e desnecessária se você teve funcionamento normal do intestino nas últimas 24h. No entanto, se você estiver constipada, poderá a qualquer momento solicitar uma aplicação.
4) Liberdade para caminhar. Caminhar estimula o útero a funcionar eficientemente. Os trabalhos de parto que incluem livre caminhar são mais curtos e menos propensos a receber medicamentos analgésicos.
5) Liberdade para mudar de posição. Sentar, deitar de lado, ajoelhar, acocorar, cada posição pode funcionar melhor ou ser mais confortável em diferentes momentos do trabalho de parto.
6) Uso da água no trabalho de parto. Passar parte(s) do trabalho de parto sob o chuveiro ou imersa numa banheira diminui a necessidade de medicamentos para dor.
7) Bebidas e alimentos com alto teor de carboidratos e pouca gordura à vontade. Alimentos ricos em carboidratos e pobres em gordura permitem digestão rápida e suprimento energético necessário durante o trabalho de parto. Líquidos previnem a desidratação.
8) Água e bebidas leves. Você pode ficar com a sensação de boca seca por causa das técnicas de respiração.
9) Objetos pessoais (camisola pessoal, música, flores). Objetos familiares podem melhorar a experiência do parto ao permitir um melhor relaxamento e mais conforto.
10) Tricotomia (raspagem dos pelos pubianos) apenas se desejado. A raspagem dos pelos não diminui a incidência de infecções e o crescimento no período de pós-parto pode ser bastante desconfortável.
11) Infusão intravenosa apenas se houver indicação médica. A infusão intravenosa restringe a mobilidade e interfere no relaxamento. A ingestão de líquidos leves no trabalho de parto reduz a chance de desidratação. As hemorragias em partos espontâneos e não medicamentosos são muito raras para justificar o uso de infusão preventiva.
12) Monitoramento fetal eletrônico apenas se houver indicação médica. Em parturientes de baixo risco, a auscultação intermitente dos batimentos cardíacos fetais por uma enfermeira ou parteira treinada demonstrou ser tão efetivo quanto o uso do monitoramento fetal eletrônico. Além disso, o aparelho restringe o movimento, podendo ser também bastante incômodo. Geralmente as mulheres são instruídas a deitar de costas, posição que pode ser muito desconfortável e ter ação negativa sobre o trabalho de parto e o bebê. O uso intermitente do monitor pode ser uma alternativa.
13) Rompimento espontâneo da bolsa das águas. O líquido amniótico contido na bolsa tem um efeito de proteção, equalizando a pressão sobre o bebê, o que resulta em menos pressão na cabeça. O rompimento artificial das membranas aumenta as chances de infecção e cria um limite de tempo para o parto, além de resultar em contrações geralmente mais dolorosas.
14) Medicação para alívio da dor administrada apenas quando solicitado por você e com informações completas sobre possíveis efeitos sobre você, o bebê e o trabalho de parto. Todo e qualquer medicamento tem um efeito potencial que pode afetar você, seu bebê e seu trabalho de parto. Saber de antemão os benefícios e riscos dos medicamentos usados pelo médico permitem que você faça escolhas conscientes.
15) Presença de acompanhante de parto profissional para suporte contínuo (massagista, fisioterapeuta, doula, enfermeira ou obstetriz sem vínculo com o hospital). Um profissional experiente, que tenha um comprometimento com você em relação ao tipo de parto que você deseja, pode oferecer importantes informações adicionais. A presença de uma doula pode reduzir suas chances de ter uma cesárea em até 50%, tornar o trabalho de parto mais curto, fazer o uso de ocitocina menos necessário, reduzir a necessidade de anestesia e de uso do forceps. Uma massagista ou terapeuta corporal pode utilizar técnicas de alívio dos desconfortos do parto. 
16) Ocitocina ou drogas de efeito similar para indução ou aceleração do trabalho de parto apenas sob necessidade médica. As contrações induzidas por ocitocina são mais difíceis de serem suportadas do que as contrações naturais, tanto para você como para o bebê. Os riscos do parto induzido incluem restrição do suprimento de oxigênio do bebê e parto prematuro. As complicações decorrentes do uso de ocitocina podem aumentar as chances de uma cesárea ser necessária.
17) Uso de suíte de parto ou a mesma sala/quarto para o trabalho de parto e parto. Isso evita que você seja transferida às pressas, geralmente deitada de costas numa maca, da sala de pré-parto para a sala de parto, durante a fase de expulsão. Muitos hospitais já oferecem as “suítes de parto” ou “LDR (Labor and Delivery Room)” onde a parturiente fica durante todo o trabalho de parto, parto e recuperação. O uso do apartamento fora do centro obstétrico para o parto normal de baixo risco, sem intervenções, também é uma excelente opção.
DURANTE O PARTO EM SI
Você Quer? Explicação
1) Posição para expulsão confortável (para você) e eficiente. A posição semi-reclinada (quase sentada), deitada sobre o lado esquerdo, de joelhos ou cócoras pode ser bem mais confortável do que ficar deitada de costas. Deitar de costas comprime o cóccix, diminui o diâmetro da pélvis, pode ser desconfortável e faz o útero pesar sobre artérias importantes, impedindo um bom fluxo sanguíneo. Acocorar-se faz diminuir o comprimento do canal de parto, aumenta a abertura da pélvis, e faz as contrações serem mais eficientes, já que o trabalho está sendo auxiliado pela gravidade.
2) Não usar estribos ou perneiras. A posição de litotomia, na qual você se deita de costas e coloca os pés nos estribos ou perneiras, faz com que o parto seja um esforço contra a gravidade e força você a empurrar o bebê para cima. Estribos abertos, embora dêem ao médico uma excelente visão do campo de trabalho, fazem o períneo esticar demasiadamente, aumentando as chances de laceração.
3) Episiotomia apenas se for necessário. Ao permitir que a cabeça do bebê emerja vagarosamente, apenas sob as forças uterinas, o períneo tem maiores chances de distensão, o que minimiza as chances de lacerações. A recuperação da episiotomia pode ser bastante desconfortável. A cicatriz muscular pode afetar posteriormente o prazer sexual. A episiotomia diminui o período expulsivo, podendo ser necessária em caso de sofrimento fetal ou se for preciso o uso do fórceps. Muitos profissionais de saúde fazem a episiotomia rotineiramente, independente de ser necessária, o que não tem qualquer justificativa aceitável.
4) Anestesia peridural ou raquidiana apenas se for necessária alguma intervenção cirúrgica ou a pedido materno. A anestesia é desnecessária na maioria dos partos sem complicações, sem o uso de ocitocina e com liberdade de posição. No caso de uma episiotomia, um anestésico local pode ser aplicado na hora. 
5) Nascimento suave (Parto Leboyer). O nascimento Leboyer é uma atitude, mais que um procedimento. Diminui o trauma sensorial e físico do bebê na hora no nascimento.
6) Clampeamento do cordão apenas depois que parar de pulsar. O clampeamento tardio permite que o bebê continue recebendo oxigênio pelo cordão umbilical enquanto o sistema respiratório começa a funcionar. Diminui o risco de anemia em bebês até 6 meses.
7) O Pai corta o cordão umbilical. Aumenta a participação do pai no nascimento.
8) Bebê colocado imediatamente no seu colo (ou sobre a barriga ou nos seus braços). O contato imediato pele-a-pele é benéfico. Se mãe e bebê forem cobertos com uma manta, a temperatura do bebê é mantida.
9) Bebê amamentado assim que possível. A sucção do bebê estimula a produção materna de ocitocina, que induz o delivramento da placenta e reduz o sangramento pós-parto. O reflexo de sucção do bebê é mais forte nas primeiras horas após o nascimento. O colostro age como um laxativo, limpando o trato intestinal do bebê do muco e do mecônio.
10) Antibiótico oftálmico ou nitrato de prata apenas depois do período de formação do vínculo (primeiras horas após o parto). Esses produtos interferem na visão do bebê, que é muito importante durante o período de vínculo, logo após o parto. Caso a mãe não seja portadora de gonorréia, o nitrato de prata não tem qualquer utilidade e pode provocar conjuntivite química no recém-nascido.
11) Placenta expulsa espontaneamente da parede do útero. Tração ou massagem pode fazer com que parte do tecido placentário permaneça no útero, podendo provocar infecção e hemorragia pós-parto.
12) Vínculo precoce mãe-bebê. As primeiras horas após o parto são muito importantes no desenvolvimento da ligação afetiva entre os pais e o bebê. Eles não deveriam ser separados em nenhum momento.
13) Tirar fotografias ou filmar durante o parto. São formas maravilhosas de se lembrar desses momentos incríveis, desde que não atrapalhem a concentração da mãe ou impeçam o pai de participar ativamente no auxílio à sua companheira. Algumas mulheres sentem-se constrangidas, discuta a questão antes.
PÓS-PARTO
Você Quer? Explicação
1) Amamentar. Em termos nutricionais, o seu leite é o alimento perfeito para o seu bebê. A amamentação é uma experiência emocionalmente gratificante tanto para o bebê como para a mãe e é econômica. Ajuda o útero a contrair e voltar mais rapidamente ao tamanho normal.
2) Não deverá haver separação entre mãe e bebê a menos que haja indicação médica. O contato contínuo mãe-bebê favorece a formação do vínculo entre eles. Aumenta as oportunidades para a equipe de enfermagem oferecer instruções sobre os cuidados com o recém-nascido. Os primeiros banhos podem ser dados no quarto da mãe.
3) Não oferecer ao bebê água, leite em pó (fórmulas), chupeta ou bicos. O oferecimento de bicos e mamadeiras ao bebê pode provocar confusão, já que exigem uma ação diferente da língua, comparada à da amamentação natural. Se o bebê é alimentado no berçário entre as mamadas, ele não vai sugar adequadamente para o estímulo mamário da produção de leite.
4) Alojamento conjunto 24 horas. Permite contato íntimo entre pais e bebê, favorecendo a formação do vínculo. Você poderá amamentar sob livre demanda e aprender os primeiros cuidados com seu bebê ainda sob a supervisão das enfermeiras.
5) Pai deverá ficar no apartamento com mãe e bebê até a alta. Reforça os laços familiares. Permite que o pai participe dos cuidados com o bebê. A maioria dos hospitais particulares oferece a possibilidade do pai ficar alojado com a mãe no apartamento privado.
6) Visitação à vontade dos irmãos mais velhos. Ajuda as crianças mais velhas a perceberem que você está bem. Encoraja a aceitação do novo bebê pelos irmãos.
EM CASO DE CESÁREA
Você Quer? Explicação
1) Escolha de médico, anestesia e hospital “amigos da mulher”, que permitam uma cesárea centrada na família. Uma seleção cuidadosa da equipe poderá garantir a participação da família, mesmo no caso da cesárea, tornando o processo mais humanizado.
2) Participação de um acompanhante de sua escolha durante a cesárea. A presença de uma pessoa querida poderá prover segurança emocional durante esse processo tão delicado, além de estar garantido por lei federal.
3) Permitir o início do trabalho de parto antes de efetuar a cesárea. O trabalho de parto é a indicação de que o bebê está pronto para nascer. Esperando pelo início do parto diminuem substancialmente as chances de seu bebê nascer prematuro, já que nenhum outro exame pode garantir que os pulmões do bebê estejam maduros.
4) Ser informada de cada procedimento associado à cesárea (testes, tricotomia, sonda urinária, etc). Saber passo a passo o que está acontecendo, permite que você fique mais relaxada e mais participante do processo.
5) Tricotomia parcial (do abdome até a altura do osso púbico). Diminui o desconforto quando os pelos começam a crescer novamente, sem aumento nas chances de infecção.
6) Uso de anestesia peridural/raquidiana (não utilização da anestesia geral). Permite que você esteja acordada no nascimento do bebê e facilita a interação. Exceto pelas emergências, geralmente há tempo suficiente para se aplicar uma anestesia regional.
7) Rebaixamento do protetor ou uso de espelho na hora do nascimento. Permite que mãe e pai assistam ao nascimento do bebê e sintam-se mais integrados à experiência de nascimento.
8) Amamentação tão logo seja possível, mesmo na mesa de cirurgia ou na sala de recuperação. Isso dá à mãe e ao bebê as mesmas vantagens do aleitamento precoce obtido nos partos vaginais.
9) Vínculo precoce mãe-bebê. Segurar e tocar o bebê pode reduzir a ansiedade dos pais, além de trazer os benefícios do vínculo precoce.
10) Sem o uso de sedativos pós-operatórios. Sedativos podem provocar amnésia materna e atrapalham a interação mãe-bebê. Ao invés de sedativos, prefira usar técnicas de relaxamento. Lembre o anestesista.
11) Alojamento conjunto com flexibilidade. Permite que você cuide do bebê de acordo com suas possibilidades. Melhora as condições para o estabelecimento dos laços mãe-bebê e da amamentação. Além disso o pai pode participar dos cuidados nos primeiros dias. No entanto um berçário deveria estar disponível para que a mãe possa se recuperar da cesariana em melhores condições.