quinta-feira, 29 de julho de 2010

QUE LINDA IMAGEM, A VIDA VEM DE DEUS E NOS DEVEMOS AGRADECER POR TER OPORTUNIDADE DE DAR VIDA A VIDA.


3) A MULHER E A CRIANÇA: UMA RELAÇÃO DE AJUDA

Esse fato exige uma certa mudança de conceito da nossa filosofia sobre o parto.

A relação de ajuda pressupõe que a mulher deve ficar ativa durante o parto. Nos parece realmente difícil ajudar, ou melhor, auxiliar alguém passivo. Neste caso, faríamos, as coisas em seu lugar ao contrário de auxiliá-la.

A relação de ajuda parece igualmente compatível com o poder de escolher conferido à mulher. Quer se trate do profissional que virá assisti-la ou das pessoas que estarão presentes ela tem o direito de orientar o acontecimento segundo seus desejos e suas necessidades.

A ajuda nos conduz para um terreno de relações não autoritárias, ao contrário do que observamos atualmente, onde tudo é decidido de fora para dentro, isto é, independentemente dos principais interessados, que são a mãe e seu filho que está para nascer.

Podemos representar o parto como um anel de uma grande corrente.
Na gravidez há uma relação entre mãe e criança que começou bem antes e que vai continuar bem depois do parto.

Nesse sentido, a pessoa que atende a parturiente deve estar consciente, de que aquele é um momento na vida da criança e que são os pais que imaginaram e conceberam aquele ser muito tempo antes e que estarão com ele muito tempo depois durante toda a sua vida.

Assim, quem assiste o parto deve compartilhar com os pais todas as decisões daquele momento.

Devolver à mãe a confiança em sua capacidade de dar à luz.
Olhar a futura mãe em toda sua dignidade de mulher.

Mudar o eixo de atenção do parto centrado na equipe de saúde (médicos e auxiliares) para a mulher em trabalho de parto.


MAIS................DIMENSÃO ESPIRITUAL DO PARTO.


2) AS TRÊS DIMENSÕES DO PARTO

DIMENSÃO ESPIRITUAL DO PARTO

A dimensão espiritual se consubstancia no grande mistério da eclosão da vida. É o momento em que se sente a presença de Deus, autor da vida.

Momento sagrado.
Momento de dom. Momento de alegria.
De onde viemos? Para onde vamos? Por que vivemos?
Pergunta eterna dos seres humanos.

A vida criada por Deus é única. Cada ser tem suas características próprias, sua individualidade que jamais poderá ser encontrada em outro ser.

A Bíblia se nos apresenta alguns trechos que aqui são relembrados:
Jeremias Cap. 1 - Vers. 5:
"Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei".

Salmo 138 - (13-14-15):
"Fostes vós que plasmastes as entranhas do meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe.
Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso.
Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. Nada da minha substância vos é oculto quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas".

Ainda na Bíblia encontramos nascimentos impossíveis de explicar do ponto de vista puramente humano e biológico. Assim foi o nascimento de Isaac, filho de Abrãao e Sara e de João Baptista, filho de Isabel e Zacarias, e de Jesus filho de Maria, virgem e mãe.

Não menos famosa é a sentença de Deus à Eva: "Darás à luz com dor".
Essas palavras estão presentes em nossos hospitais e maternidades na entrada do 3º milênio quando observamos a realidade da assistência que é prestada à mulher parturiente.

Embora a dor durante o parto seja uma realidade, existe mil e uma maneiras de minimizá-la de forma natural sem o auxílio de medicamentos e intervenções cirúrgicas. Mais adiante falaremos sobre esses procedimentos.

DIMENSÃO PSICOLÓGICA

Ternura
Este sentimento está presente nas pessoas "doces", ele é fruto do amor e da não violência. O sentimento não se aprende, não se ensina, como se ensinam as técnicas de assistência ao parto. É com ternura que precisamos assistir a mãe e a criança.

Confiança
Este sentimento que deve existir entre a parturiente e a pessoa que assiste o parto é também fruto do amor.
A mulher tende a relaxar quando confia plenamente na pessoa que a está assistindo e o parto então acontece com mais facilidade.
A confiança e a compreensão podem substituir o medo.
A emoção negativa causada pelo medo é substituída pela emoção positiva e pelo entusiasmo favoráveis ao esforço concentrado com o objetivo de concretizar e completar em toda a simplicidade fisiológica a mais bela das aventuras humanas.

Coragem
Bravura em face do perigo.
Intrepidez, ousadia.
Resolução, franqueza, desembaraço.
Perseverança, constância e firmeza.
A mãe corajosa consegue com o auxilio da parteira ou do médico afastar todos os seus medos.
Medo da dor.
Medo da criança não ser perfeita.
Medo de não ter leite suficiente para amamentar.
Medo de não ter capacidade para criar seu filho.
Medo de morrer...e tantos outros medos.

DIMENSÃO BIOLÓGICA

Nesta dimensão se inclui o preparo físico da mulher durante a gestação.
Em geral o pré-natal oferece essa possibilidade nas ações que desenvolve.
Verificação da pressão arterial, controle do peso corpóreo, desenvolvimento do feto, exames laboratoriais e de ultra-sonografia. Orientação para as queixas comuns à gestante: vômitos, tonturas...etc. A mãe deve receber esclarecimentos e conhecimentos que irão beneficiá-la como: noções de anatomia e fisiologia, desenvolvimento do feto, cuidados durante a gestação, parto, puerpério, aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido.
Às vezes o espaço de nove meses se torna insuficiente para assimilar todos os conhecimentos necessários, principalmente quando ela está esperando seu primeiro filho.

Um incorreto comportamento físico e psíquico das parturientes pode ser suscetível de aumentar muito as dificuldades do parto e as tem aumentado na realidade.

É nesse contexto de pré-natal que o médico poderia descer do seu pedestal de semi-deus e conversar com a gestante de igual para igual, trocar idéias e experiências, aprender com a mulher e orientar quando necessário.

Enfim, deixar de lado a máscara de onipotência, de único depositário do saber, enfim, transformar-se em um ser humano, comum, amigo e conselheiro.

O médico deveria estabelecer com a gestante uma relação de parceria em um projeto cujo objetivo seria o desenlace feliz da gravidez.



2) AS TRÊS DIMENSÕES DO PARTO

DIMENSÃO ESPIRITUAL DO PARTO

A dimensão espiritual se consubstancia no grande mistério da eclosão da vida. É o momento em que se sente a presença de Deus, autor da vida.

Momento sagrado.
Momento de dom. Momento de alegria.
De onde viemos? Para onde vamos? Por que vivemos?
Pergunta eterna dos seres humanos.

A vida criada por Deus é única. Cada ser tem suas características próprias, sua individualidade que jamais poderá ser encontrada em outro ser.

A Bíblia se nos apresenta alguns trechos que aqui são relembrados:
Jeremias Cap. 1 - Vers. 5:
"Antes mesmo de te formar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei".

Salmo 138 - (13-14-15):
"Fostes vós que plasmastes as entranhas do meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe.
Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso.
Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma. Nada da minha substância vos é oculto quando fui formado ocultamente, quando fui tecido nas entranhas subterrâneas".

Ainda na Bíblia encontramos nascimentos impossíveis de explicar do ponto de vista puramente humano e biológico. Assim foi o nascimento de Isaac, filho de Abrãao e Sara e de João Baptista, filho de Isabel e Zacarias, e de Jesus filho de Maria, virgem e mãe.

Não menos famosa é a sentença de Deus à Eva: "Darás à luz com dor".
Essas palavras estão presentes em nossos hospitais e maternidades na entrada do 3º milênio quando observamos a realidade da assistência que é prestada à mulher parturiente.

Embora a dor durante o parto seja uma realidade, existe mil e uma maneiras de minimizá-la de forma natural sem o auxílio de medicamentos e intervenções cirúrgicas. Mais adiante falaremos sobre esses procedimentos.

DIMENSÃO PSICOLÓGICA

Ternura
Este sentimento está presente nas pessoas "doces", ele é fruto do amor e da não violência. O sentimento não se aprende, não se ensina, como se ensinam as técnicas de assistência ao parto. É com ternura que precisamos assistir a mãe e a criança.

Confiança
Este sentimento que deve existir entre a parturiente e a pessoa que assiste o parto é também fruto do amor.
A mulher tende a relaxar quando confia plenamente na pessoa que a está assistindo e o parto então acontece com mais facilidade.
A confiança e a compreensão podem substituir o medo.
A emoção negativa causada pelo medo é substituída pela emoção positiva e pelo entusiasmo favoráveis ao esforço concentrado com o objetivo de concretizar e completar em toda a simplicidade fisiológica a mais bela das aventuras humanas.

Coragem
Bravura em face do perigo.
Intrepidez, ousadia.
Resolução, franqueza, desembaraço.
Perseverança, constância e firmeza.
A mãe corajosa consegue com o auxilio da parteira ou do médico afastar todos os seus medos.
Medo da dor.
Medo da criança não ser perfeita.
Medo de não ter leite suficiente para amamentar.
Medo de não ter capacidade para criar seu filho.
Medo de morrer...e tantos outros medos.

DIMENSÃO BIOLÓGICA

Nesta dimensão se inclui o preparo físico da mulher durante a gestação.
Em geral o pré-natal oferece essa possibilidade nas ações que desenvolve.
Verificação da pressão arterial, controle do peso corpóreo, desenvolvimento do feto, exames laboratoriais e de ultra-sonografia. Orientação para as queixas comuns à gestante: vômitos, tonturas...etc. A mãe deve receber esclarecimentos e conhecimentos que irão beneficiá-la como: noções de anatomia e fisiologia, desenvolvimento do feto, cuidados durante a gestação, parto, puerpério, aleitamento materno e cuidados com o recém-nascido.
Às vezes o espaço de nove meses se torna insuficiente para assimilar todos os conhecimentos necessários, principalmente quando ela está esperando seu primeiro filho.

Um incorreto comportamento físico e psíquico das parturientes pode ser suscetível de aumentar muito as dificuldades do parto e as tem aumentado na realidade.

É nesse contexto de pré-natal que o médico poderia descer do seu pedestal de semi-deus e conversar com a gestante de igual para igual, trocar idéias e experiências, aprender com a mulher e orientar quando necessário.

Enfim, deixar de lado a máscara de onipotência, de único depositário do saber, enfim, transformar-se em um ser humano, comum, amigo e conselheiro.

O médico deveria estabelecer com a gestante uma relação de parceria em um projeto cujo objetivo seria o desenlace feliz da gravidez.


É MARAVILHOSO ESSA TROCA DE CONHECIMENTO.

PARTO HUMANIZADO,
por Marilia Largura


1) O NASCIMENTO TAMBÉM TEM SUA HISTÓRIA

Todos nós sentimos que estamos em uma etapa decisiva do futuro da humanidade. Mesmo se acharmos que a prática generalizada da fecundação "in vitro" e de mães de substituição não é para agora, as modificações que ocorreram neste últimos anos foram bastante significativas.

O profissional que se dedica ao nascimento e que é sensível à sua problemática não pode ficar indiferente e deixar de se interrogar sobre o que se passa sob seus olhos. O presente e o passado são objeto de sua curiosidade. Como eram as práticas culturais que acompanhavam os nascimentos? Somos solidários de um passado que conhecemos mal. Existe, entretanto, uma certeza: nós somos, em maior ou menor grau, condicionados por ele. Os hábitos e comportamentos, as práticas dos tempos passados influenciam ainda, às vezes mais do que pensamos, os comportamentos atuais.

Passaram-se dois séculos de medicalização do parto. Durante esse período a tendência, os esforços foram realizados no sentido de retirar da assistência ao parto tudo o que não fosse estritamente relacionado ao biológico e à arte médica. Medidas tomadas priorizavam a higiene pensando em favorecer o indivíduo. Ficaram esquecidos os aspectos espirituais, psicológicos e sociais. Um exemplo que ilustra muito bem essa tendência foi a criação de berçários para recém-nascidos normais que condicionou longo tempo de separação entre mãe e filho.

Vivemos numa época caracterizada pelo consumismo, que por sua vez, leva ao materialismo, à confiança na tecnologia, à perda da individualidade, ao conforto que estabiliza e impede o indivíduo de arriscar e criar novas situações, que transformou o homem num simples "objeto" de consumo, que amortiza as consciências. Na família, poucos filhos, o divórcio (nos USA de cada dois casamentos, um termina em divórcio). Liberdade sexual que se seguiu à anti-concepção.

Todos esses fatores influem de forma direta ou indireta sobre o nascimento. Humanizar o parto é respeitar e criar condições para que todas as dimensões do ser humano sejam atendidas: espirituais, psicológicas, biológicas e sociais.

A mulher é um animal racional. Nada que é humano é puramente corporal, assim como nada é puramente espiritual. O corpo (soma, em grego) e o espírito (psiché) estão simultaneamente presentes.

Nas questões relativas ao parto não só os médicos deveriam ser ouvidos mas antes de tudo a mulher que faz a experiência de dar à luz.
A colaboração de outros profissionais que em seu campo de pesquisa e trabalho privilegiam a condição feminina viria enriquecer e reforçar as mudanças que se fazem necessárias nessa área. Lembramos das assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, antropólogos, enfermeiras-obstétricas, parteiras tradicionais.

O nascimento não é um mecanismo de "fabricação" de crianças. É um processo de criação.


CONHECENDO A HUMANIZAÇÃO POR QUEM ENTENDE....MARILIA LARGURA.

ÍNDICE - Clique sobre o capítulo que deseja ler
Os capítulos se referem ao livro:
"Assistência ao Parto no Brasil"
________________________________________


INTRODUÇÃO

  1. O NASCIMENTO TAMBÉM TEM SUA HISTÓRIA

  2. AS TRÊS DIMENSÕES DO PARTO
    1. DIMENSÃO ESPIRITUAL
    2. DIMENSÃO PSICOLÓGICA
    3. DIMENSÃO BIOLÓGICA

  3. A MULHER E A CRIANÇA: UMA RELAÇÃO DE AJUDA

  4. A FAMÍLIA

  5. HOSPITAL MATERNIDADE

  6. O PARTO DOMICILIAR
    1. UMA ESCOLHA
    2. É TÃO SIMPLES…
    3. A QUEM PERTENCE O NASCIMENTO?
    4. OS RISCOS DO NASCIMENTO EM CASA
    5. CONTRA INDICAÇÕES DO PARTO EM CASA
    6. TOMAR UMA DECISÃO ESCLARECIDA E RESPONSÁVEL
    7. E A MULHER COM CESÁREA ANTERIOR?

  7. COMO PREPARAR UM PARTO EM CASA
    1. OS CONVIDADOS
    2. PROVIDENCIANDO O MATERIAL, ARRUMANDO A CASA, ETC...

  8. CESÁREA

  9. A PARTEIRA
    1. UMA FUNÇÃO SAGRADA
    2. PARTEIRAS HEBRÉIAS
    3. PARTEIRAS ASTECAS
    4. ORAÇÃO DE SÃO BARTOLOMEU
    5. HINO DAS PARTEIRAS

  10. O PARTO NORMAL
    1. A DOR DO PARTO
    2. OS SONS
    3. TOCAR
    4. A RESPIRAÇÃO
    5. O MOVIMENTO
    6. O REPOUSO
    7. A RESISTÊNCIA DO MEIO
    8. CONTATO HUMANO
    9. A MELHOR FORMA DE SAIR DA DOR É ENTRAR NELA

  11. ESCOLAS DE MEDICINA E ENFERMAGEM

  12. EPÍLOGO

  13. BIBLIOGRAFIA

  14. PARA ADQUIRIR ESSE LIVRO IMPRESSO

CONHECER TE DA CONDIÇOES DE SABER ESCOLHER MELHOR E COM MAIS SEGURANÇA.


Medicina Baseada em Evidências

Ana Cristina Duarte


Medicina Baseada em Evidências é o uso das melhores pesquisas sobre a segurança e a eficiência de cada exame, tratamento e intervenção, ao se tomar decisões quanto aos cuidados com a saúde de uma pessoa.

É muito fácil tomarmos decisões baseadas em "consensos" que nem sempre correspondem à verdade. Esse consensos partem não só de pessoas leigas, mas também de profissionais da saúde, que nem sempre têm tempo e condições de se atualizar adequadamente. Por exemplo, muitos médicos ainda afirmam que após uma cesárea a mulher só pode ter cesáreas. Pesquisas multicêntricas, ou seja efetuadas em vários locais, com grande número de participantes, já provaram que o parto normal após a cesárea é mais seguro que a repetição da cirurgia.

O mesmo se aplica à posição deitada para o parto, uso rotineiro de hormônio para aceleração das contrações, rompimento artificial da bolsa d'água, uso rotineiro da episiotomia, corte precoce do cordão umbilical e muitos outros procedimentos ligados ao trabalho de parto e parto.

Portanto o melhor a fazer é desconfiar dos "consensos". Os profissionais da saúde são seres humanos como nós, mães, e estão sujeitos aos seus próprios temores, crenças e cultura. Cada mulher deve se responsabilizar integralmente por sua gestação e parto, estabelecendo com o médico uma relação de parceria. Cada decisão deveria ser tomada com base em evidências científicas e não em observações pessoais, mitos, histórias de partos que tiveram problemas, crenças e "procedimentos obrigatórios".

Esse é o primeiro passo para tomarmos posse de nossos corpos, reivindicamos o que nos é de direito e responsabilizarmo-nos por nossas escolhas, erros e acertos.

Leia também:
Escolhas Informadas
Evidências Científicas

Ana Cristina Duarte
Amigas do Parto


ESSES SÃO NOSSOS DIREITOS.......VAMOS ACORDAR E COBRAR....AFINAL ESSE MOMENTO É ÚNICO.

Parto Humanizado

O que é "Parto Humanizado"?

Esse nome está na boca dos médicos, enfermeiras, hospitais, ministério e secretarias de saúde... Todo mundo fala em parto humanizado. Mas o que significa esse termo?

A idéia de se humanizar o parto vem do fato de que muitos serviços médicos ignoram as recomendações da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde e outros órgãos que regulamentam o atendimento ao parto.

Vejas algumas das intervenções que são condenadas mas que continuam em prática na maioria dos hospitais e muitos privados.

INTERVENÇÃO PORQUE AINDA É FEITA PORQUE DEVERIA SER ABOLIDA
A proibição da presença de um(a) acompanhante, que já é garantida por lei estadual em muitos Estados... Alega-se que o acompanhante atrapalha ou que não há espaço para eles. O(a) acompanhante dá mais tranqüilidade à parturiente e inibe abusos da equipe hospitalar.
Lavagem intestinal... Diz-se que faz acelerar o trabalho de parto e que as fezes poderiam contaminar o bebê. É incômodo para a maioria das mulheres e estudos comprovam que seu uso não traz as vantagens alegadas.
Raspagem dos pêlos pubianos... É feita porque acredita-se que o parto fica mais "higiênico". Pode haver inflamação local e o crescimento dos pêlos é incômodo. Seu uso é comprovadamente desnecessário.
Uso de violência verbal e psicológica, frases do tipo "não grita, ou eu não vou te ajudar", "na hora de fazer você não gritou", etc.. Acredita-se que palavras de ordem e broncas possam acalmar mulheres assustadas e nervosas e assim organizar o serviço médico. O que faz uma mulher gritar e perder o controle no trabalho de parto, geralmente pode ser resolvido com carinho, um afago e um pouco de atenção.
Uso rotineiro de soro com hormônio ocitocina... Porque provoca mais contrações e assim faz com que o parto seja mais rápido e o leito seja liberado. As dores do parto com ocitocina ficam insuportáveis e podem provocar sofrimento fetal.
Jejum durante o trabalho de parto... Diz-se que no caso de uma cesárea, pode haver problemas de aspiração do alimento.

O jejum provoca fraqueza, o que pode causar sérios problemas no parto. O evento de aspiração é tão raro, que não pode ser usado como justificativa.

Restrição da movimentação, fazendo com que a mulher fique deitada durante todo o trabalho de parto...
Alega-se que não há espaço nos centros obstétricos para as mulheres caminharem e mudarem de posição. Diz-se que é mais "seguro".

Estudos provaram há muito tempo que a mulher deve ter liberdade de posição e movimentação durante todo o trabalho de parto e parto.

Parto em posição ginecológica, com a mulher deitada de costas com as pernas para o alto... Facilita a ação e intervenção do médico. Faz o parto ser mais lento, diminui a oxigenação do bebê, é desconfortável para a mulher.
Uso rotineiro de episiotomia (corte para aumentar a abertura da vagina) em 70-80% dos partos normais, quando o recomendado é 15-20%... Alega-se que a episiotomia é necessária. Na verdade há uma grande desinformação dos médicos e serviços médicos sobre a necessidade desse procedimento. Aumenta a chance de sangramentos, inflamações e infecções. Pode causar problemas na relação sexual. Pode provocar incontinência urinária.
Separação do bebê logo após o parto, sem que ele e a mãe possam se tocar, se olhar e ter a primeira chance de amamentação...
É feito para que o bebê seja examinado e lavado. O pós-parto é o momento mais importante para a mãe e o bebê estabelecerem o vínculo. A amamentação precoce faz a saída da placenta ser mais rápida, com menos sangramento.


Percebe-se que há um longo caminho a se percorrer em nossos hospitais e maternidades, até que as mulheres tenham acesso a um atendimento ao parto seguro, acolhedor e que respeite suas necessidades físicas, emocionais, psicológicas, sociais e espirituais.

O Parto Humanizado é muito mais do que um parto feito por seres humanos, como definem alguns, ou o direito a uma vaga em maternidade, ou o direito a seis consultas de pré-natal. Humanizar o parto é dar às mulheres o que lhes é de direito: um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos.

Está na hora das mulheres começarem a lutar por esses direitos, alguns já garantidos por lei, outros já comprovados por inúmeros trabalhos científicos e largamente difundidos no mundo inteiro. É a partir das nossas exigências que os serviços médicos serão forçados a se atualizar e oferecer um verdadeiro atendimento humanizado.

Ana Cris Duarte
Amigas do Parto


Para saber mais sobre o parto na água:
http://www.amigasdoparto.com.br/tipos.html
www.amigasdoparto.com.br/presgate.html
www.amigasdoparto.com.br/partonagua.html
www.amigasdoparto.com.br/cocoras.html