terça-feira, 4 de maio de 2010

Shantalla massagem para bebês.

O toque, o mais antigo dos sentidos, ainda é um tabu em nossa civilização. O médico francês Frédérick Leboyer foi o responsável por introduzir no dia-adia de muitas mães, a arte hindu de massagear as crianças aprendida com Shantalla.
Leboyer, mais poeta que médico, descobriu a magia de Shantalla durante uma viagem à Índia. Encontrou-a em meio a uma enorme favela, em Calcutá, onde trabalhavam dois amigos seus. Por dias, fotografou a moça (paralítica) que massageava seu bebê todas as manhãs, aproveitando o sol.
E ensinou a muitas outras mães, através de seus livros (Shantalla, uma antiga arte de massagem, publicado no Brasil pela editora Ground), os segredos e a forma da massagem como lhe foram transmitidos.
A idéia é fornecer o que é fundamental para as crianças: contato, amor, carinho. Através da comunicação entre a mão e a pele (e mãe e filho), feita silenciosa e atentamente, como exige toda prática corporal, surge um novo relacionamento, cheio de amor e alegria, onde o aperfeiçoamento e o cuidado se revelam, claros como o sol da manhã.
Existem livros, cursos e muitas informações sobre shantalla, mas o pouco que a gente consegue explicar são os príncipios básicos da massagem. A shantalla é um conjunto onde tudo interage e que você irá aperfeiçoar de acordo com sua sensibilidade. "O importante é o contato da mão da mãe com a pele do bebê" , conta Stephánie Sapin-Lignères, que ensina a técnica em seu curso de preparação para o parto.
A melhor hora para fazer a shantalla é antes da soneca matinal do bebê. Logo depois da massagem, você dará o banho. No verão, pode fazê-la ao ar livre, deixando a criança ao sol. A técnica pode ser iniciada quando o pequeno entra no segundo mês. Até então, eles são muito frágeis para ficarem longos períodos de tempo sem roupa.
Um aviso importante: a shantalla deve ser evitada se o bebê estiver com febre, resfriado, com disenteria ou infecções. Outro lembrete: entre o segundo e o terceiro mês, a criança só está acordada enquanto estiver com fome. Então, para você conseguir fazer a massagem, dê o peito apenas o suficiente para forrar o seu estômago e siga as demais instruções. Caso contrário, se ela estiver satisfeita, bem alimentada, irá adormecer logo em seguida, e você não poderá acarinhá-la com técnica.

Alimentação da Gestante

Com a gravidez em evidência, aumentam dicas de alimentação, mas alguns cuidados são fundamentais para garantir a saúde do bebê.
Em uma época em que a gravidez parece ter virado moda no mundo dos famosos, as preocupações das futuras mamães, principalmente as de primeira viagem, sobre os riscos desse período tão especial vêm à tona. Qual a importância, tanto para a mãe quanto para o bebê, de uma alimentação de qualidade? O que consumir para que todas as necessidades alimentares sejam atendidas? Quais são as quantidades adequadas? Quais alimentos devem ser evitados?
Constantemente diversos mitos relacionados a alimentação durante a gravidez são abordados na mídia, porém é preciso cautela para escolher a dieta correta e não prejudicar o desenvolvimento do feto. Segundo Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer a longo prazo. “Cientificamente sabe-se que muitas doenças crônico-degenerativas se iniciam no interior do útero. Existe um termo médico chamado programming que mostra evidências clinicas da desnutrição ou da super-alimentação durante o período gestacional, gerando doenças no adulto”, afirma.
O consumo de calorias, vitaminas e minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas. Para que o peso não ultrapasse a normalidade, o acréscimo de energia deve ser de apenas 300 Kcal diárias (na média), o que corresponde a dois copos de leite desnatado. "Durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Alimentos que são fontes de açúcar, bem como óleos e gorduras, devem ser ingeridos moderadamente. O excesso de sal e de alimentos indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta, entre outros, devem se evitados. Café e bebidas alcoólicas também não devem ser consumidos", ressalta o médico nutrólogo.
Para que esse aumento de calorias seja atingido, a gestante deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de frutas, legumes e verduras, de acordo com o presidente da ABRAN. Um jejum prolongado favorece a formação de corpos cetônicos, as substâncias químicas produzidas pela decomposição das gorduras, quando constituem o único substrato energético da gestante e que pode causar efeitos deletérios para o feto.
No período de formação do bebê, o corpo da mãe utiliza uma parte de líquidos e energia oriundos da alimentação que ajudam no crescimento e na manutenção dos artifícios que protegem o feto, como a placenta e o líquido amniótico. A outra parte da energia fica retida em forma de gordura, localizando-se no abdômen, costas e coxas, sendo utilizada no decorrer da gravidez e do aleitamento.  Porém, caso haja um exagero no consumo de calorias, a energia ficará armazenada como gordura localizada.
"A gestante não deve nem pensar em perder peso por estar insatisfeita com os quilinhos a mais, já que as deficiências nutricionais podem interferir na formação e no crescimento do bebê. Todas as vitaminas são importantes no período em que o feto está em desenvolvimento. O ácido fólico, o ferro e o cálcio, por exemplo, são elementos fundamentais para que a gravidez ocorra normalmente”, conclui Dr. Ribas

segunda-feira, 3 de maio de 2010

SLING

O Sling de Bebê é um artigo que tem feito parte da rotina das mamães modernas, ele ajuda a transportar a criança de modo que os braços permanecem livres para realizar outras atividades. Antes de adquirir esse acessório, é importante conhecer a forma correta de como usá-lo.
O Sling deve ser feito a partir de um tecido resistente, capaz de oferecer conforto e segurança ao mesmo tempo para o seu bebê. A estrutura do sling se adapta perfeitamente ao corpo da mulher, acomodando a criança junto a barriga em um aconchego prático e ajustável.
O moderno carregador de bebê se apresenta em diferentes modelos, podendo incluir em sua estrutura estampas, argolas ou velcros. Existem Sling que assumem um estilo clássico enquanto outros aderem um visual esportivo que combina com todas as ocasiões. Não é aconselhável fazer o acessório de forma artesanal, então adquira o produto de um fabricante especializado.

Gravidez na Adolescência

A adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado, por alguns, um momento de conflitivo ou de crise. Não podemos descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais, mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa, uma tomada de posição social, familiar, sexual e entre o grupo.
A puberdade, que marca o início da vida reprodutiva da mulher, é caracterizada pelas mudanças fisiológicas corporais e psicológicas da adolescência. Uma gravidez na adolescência provocaria mudanças maiores ainda na transformação que já vinha ocorrendo de forma natural. Neste caso, muitas vezes a adolescente precisaria de um importante apoio do mundo adulto para saber lidar com esta nova situação.
Porque a adolescente fica grávida é uma questão muito incômoda aos pesquisadores. São boas as palavras de Vitalle & Amâncio (idem), segundo as quais a utilização de métodos anticoncepcionais não ocorre de modo eficaz na adolescência, inclusive devido a fatores psicológicos inerentes ao período da adolescência. A adolescente nega a possibilidade de engravidar e essa negação é tanto maior quanto menor a faixa etária.
A atividade sexual da adolescente é, geralmente, eventual, justificando para muitas a falta de uso rotineiro de anticoncepcionais. A grande maioria delas também não assume diante da família a sua sexualidade, nem a posse do anticoncepcional, que denuncia uma vida sexual ativa. Assim sendo, além da falta ou má utilização de meios anticoncepcionais, a gravidez e o risco de engravidar na adolescente podem estar associados a uma menor auto-estima, à um funcionamento familiar inadequado, à grande permissividade falsamente apregoada como desejável à uma família moderna ou à baixa qualidade de seu tempo livre. De qualquer forma, o que parece ser quase consensual entre os pesquisadores, é que as facilidades de acesso à informação sexual não tem garantido maior proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e nem contra a gravidez nas adolescentes.
Uma vez constatada a gravidez, se a família da adolescente for capaz de acolher o novo fato com harmonia, respeito e colaboração, esta gravidez tem maior probabilidade de ser levada a termo normalmente e sem grandes transtornos. Porém, havendo rejeição, conflitos traumáticos de relacionamento, punições atrozes e incompreensão, a adolescente poderá sentir-se profundamente só nesta experiência difícil e desconhecida, poderá correr o risco de procurar abortar, sair de casa, submeter-se a toda sorte de atitudes que, acredita, “resolverão” seu problema.O bem-estar afetivo da adolescente grávida é muito importante para si própria, para o desenvolvimento da gravidez e para a vida do bebê. A adolescente grávida, principalmente a solteira e não planejada, precisa encarar sua gravidez a partir do valor da vida que nela habita, precisa sentir segurança e apoio necessários para seu conforto afetivo, precisa dispor bastante de um diálogo esclarecedor e, finalmente, da presença constante de amor e solidariedade que a ajude nos altos e baixos emocionais, comuns na gravidez, até o nascimento de seu bebê.
Mesmo diante de casamentos ocorridos na adolescência de forma planejada e com gravidez também planejada, por mais preparado que esteja o casal, a adolescente não deixará de enfrentar a somatória das mudanças físicas e psíquicas decorrentes da gravidez e da adolescência.
A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e não deve ser subestimado, assim como deve ser levado a sério o próprio processo do parto. Este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente, tais como o tamanho e conformidade da pelve, a elasticidade dos músculos uterinos, os temores, desinformação e fantasias da mãe ex-criança, além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos possivelmente presentes.
Para se ter idéia das intercorrências emocionais na gravidez de adolescentes, em trabalho apresentado no III Fórum de Psiquiatria do Interior Paulista, em 2000, Gislaine Freitas e Neury Botega mostraram que, do total de adolescentes grávidas estudadas na Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba, foram encontrados: casos de Ansiedade em 21% delas, assim como 23% de Depressão. Ansiedade junto com Depressão esteve presente em 10%.
Importantíssima foi a incidência observada para a ocorrência de ideação suicida, presente 16% dos casos, mas, não encontraram diferenças nas prevalências de depressão, ansiedade e ideação suicida entre os diversos trimestres da gravidez. Tentativa de suicídio ocorreu em 13% e a severidade da ideação suicida associação significativa com a severidade depressão.

Gravidez após os 35 anos aumenta riscos para a saúde da mulher

As mulheres que deixam para engravidar após os 35 anos correm um risco maior de desenvolver problemas de saúde ao longo da vida do que aquelas que ficam grávidas mais cedo, segundo os resultados de um trabalho recente."O estudo indica que pode haver alguns riscos de saúde significativos associados à gestação tardia", disse Angelo Alonzo, professor assistente de sociologia e chefe da equipe da Universidade Estadual de Ohio, em Columbus, à Reuters Health.
Os médicos já haviam observado que as mulheres que engravidam com mais de 35 anos apresentam probabilidade maior de ter complicações que podem afetar tanto elas quanto os bebês. No entanto, Alonzo estava interessado em investigar a possibilidade de a gestação tardia causar a longo prazo efeitos prejudiciais à saúde dessas mães, isto é, quando elas atingem a meia-idade.
"As mulheres estão atrasando a gravidez por razões educacionais e profissionais, e a medicina pode atender essas pacientes. Porém, não temos dedicado atenção à possibilidade de esse atraso provocar consequências", afirmou o pesquisador.
O cientista analisou dados coletados entre 1988 e 1994 pela III Pesquisa para Exame da Nutrição e da Saúde Nacional (National Health and Nutrition Examination Survey III), amostra nacional de dados sobre a situação de saúde dos norte-americanos. Alonzo examinou duas dúzias de indicadores de saúde de longo prazo de mais de 6 mil mães.
As mulheres foram classificadas em três grupos: as que tiveram todos os filhos antes dos 35 anos, aquelas que deram à luz bebês antes e depois dos 35 anos, e ainda as mães que tiveram a primeira criança após essa idade. Os resultados foram publicados na edição de janeiro/fevereiro da revista Women's Health Issues. Apesar da aparente tendência de postergar a gravidez, 84% das mulheres completaram a fase reprodutiva por volta dos 35 anos. Apenas 14% continuaram a ter bebês após essa idade, e somente 2% deram à luz o primeiro filho depois dos 35 anos.
Mulheres com mais de 50 anos que tiveram bebê após os 35 apresentaram uma taxa um pouco mais elevada de várias decorrências negativas, como enfarte, fatores de risco para hipertensão e diabete, além de problemas odontológicos e oftalmológicos. Ainda que essas pacientes tenham relatado apresentar condições de saúde tão boas quanto as informadas por aquelas que deram à luz mais cedo, os médicos das mães que engravidaram com mais idade apresentaram propensão maior a classificar a saúde dessas mulheres como um pouco pior.
As mulheres que tiveram gestação tardia também apresentaram alguns resultados positivos, como melhora nos níveis de colesterol, aumento da densidade óssea, menos infecções de bexiga e menos problemas auditivos.
Alonzo observou que esses dados podem ter distorção pelo fato de apenas as mulheres com uma condição de saúde melhor pensarem em - ou serem capazes de - engravidar após os 35 anos, enquanto aquelas com saúde pior preferem evitar a gestação tardia ou não conseguem ficar grávidas.
O pesquisador concluiu que são necessárias mais pesquisas para avaliar os efeitos a longo prazo que o adiamento da gestação acarreta para as mulheres. Apesar disso, os resultados já obtidos sugerem que devem ser considerados alguns possíveis efeitos adversos para a saúde.
"Os mais significativos são os relacionados à doença cardiovascular", explicou o pesquisador. "Se uma mulher tem uma história de doença cardíaca ou de diabete, ela pode querer pensar melhor ou consultar um médico sobre o que deve fazer."

Parto Humanizado

A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.
Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.
Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.
Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.
O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.
       A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.
Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.
Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.
É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.
A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.
Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.
O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.

domingo, 2 de maio de 2010

ACONTECEU.............O MILAGRE DA VIDA. Etapas da gravidez. 1º e 2º mês Logo que o ovo se implanta no útero, o que existe é um acumulo de células:

Etapas da gravidez.


1º e 2º mês
Logo que o ovo se implanta no útero, o que existe é um acumulo de células: o embrião só se formará lá pelo 15º dia de atraso da menstruação, passando a flutuar pelo líquido amniótico. A essa altura, o ovo já produz há algum tempo o hormônio gonadotrofina coriônica, que provoca as alterações físicas e ordena o organismo feminino no sentido de preservar a vida que nele se desenvolvi.

Da 5ª à 6ª semana - o embrião tem cérebro, espinha e um sistema nervoso simples. Na cabeça, cavidades rasas antecedem a presença, mais tarde, de olhos e ouvidos. Estômago e tórax se desenvolvem, mas o coração é apenas uma saliência. Despontam quatro brotos de braços e pernas. Mede aproximadamente 6mm.

7ª semana - O coração já pulsa, e faz o sangue circular pelo corpo. No rosto estão se formando os olhos. Os braços e as pernas, bem visíveis, mostram que os dedos logo começarão a se formar. Pulmões, rins, fígado e órgãos sexuais internos se aprimoram. Mede aproximadamente 1,3cm.

8ª semana - O rosto vai ganhando formato humano: o nariz se arredonda, as narinas se formam, as orelhas e ouvidos se desenvolvem, os dois lados do maxilar se unem para desenhar a boca. As mãozinhas parecem nadadeiras, pois os dedos se mantêm ligados por delicadas membranas. Ele se movimenta muito. Mede aproximadamente 2,5cm.

3º mês
No terceiro mês já foram afastados quase todos os riscos de um aborto espontâneo. É uma fase de adaptação do organismo materno à nova condição. Agora você já percebe um ligeiro aumento de barriga.

Neste início de gravidez, não é recomendavél tomar remédios por conta própria. Surgem as náuseas, vômitos, sonolência, crescimento das mamas e a necessidade freqüente de urinar. Muitas são as explicações para esses sintomas.

A maior justificativa é a revolução hormonal pela qual o corpo está passando. Mas o emocional também conta muito. Algumas mulheres costumam sentir desconfortos causados por problemas de circulação. Os sintomas mais freqüentes são tonturas que, no entanto, não oferecem motivo para alarme.

Se for uma menina, por exemplo, já possui ovários, com seu suprimento de óvulos para toda vida. Já abre e fecha a boca e as mãos. As estruturas ósseas começam a ficar mais consistentes . A cabeça, bem maior que o corpo, permanece assim até a 12ª semana. Seus batimentos cardíacos já são audíveis, atigem a média de 140 pulsações por minuto. Mede aproximadamente 9cm.

4º mês
A partir da 4ª semana de gestação, todas as feições do bebê podem ser reconhecidas. Agora, ele não é mais chamado de embrião e, sim, feto. Os dedinhos já tem unhas. Alguns órgãos internos, como os rins, começam a trabalhar de forma experimental. Já tem aparência de um bebê.

Nessa fase, a parede do útero vai ficando cada vez mais grossa e, daí por diante, se manterá assim apesar de crescer para acompanhar o desenvolvimento do do feto. Ele passa a maior parte do tempo dormindo, mas, quando acorda, faz exercícios sem parar: mexe as pernas, os braços, franze a testa, nada pelo líquido amniótico. A barriga, começa a aparecer de verdade.

Atenção
Fumo - as substâncias tóxicas contidas no cigarro ameaçam o desenvolvimento do bebê e a saúde da gestante. Penetram na circulação, atravessam a placenta, promovem o estreitamento dos vasos, dificultando a passagem de nutrientes e oxigênio, podendo gerar bebês de baixo peso. Existe o risco de causar malformações congênitas e alterações cardiovasculares.

Álcool - o álcool em excesso, principalmente nos três primeiros meses de gravidez, é capaz de interromper temporariamente o fornecimento de oxigênio para o feto. Dependendo da intensidade, pode causar danos cerebrais irreversíveis.

Automedicação - todo e qualquer medicamento só deve ser utilizado a conselho médico. Sabe-se que a superdosagem de vitaminas pode prejudicar tanto quanto sua deficiência. O mesmo vale para os antibióticos. Alguns podem até determinar alterações sangüíneas, impedindo o desenvolvimento normal de alguns órgãos no bebê.

5º mês
Já tem movimentos respiratórios, aspira e deglute o líquido amniótico. Fecha as mãos e chupa o dedo polegar. Movimenta-se muito, dá cambalhotas e com isso exercita os músculos e treina o sistema nervoso.

Mede aproximadamente 14cm e pesa cerca de 100g. A barriga já cresceu bastante. Está na hora de comprar roupas largas e confortáveis. Até aqui você deve engordar apenas uns quatro quilos.


Para evitar as varizes:
Tente não ficar de pé ou sentada por muito tempo. Um bom exercício para ativar a circulação quando estiver de pé: com os pés bem juntos, eleve os calcanhares. Repita o movimento 30 vezes. Assim bombeará o sangue para cima. Evite saltos muito altos ou calçados sem nenhum salto. Os ideais são os de 3 ou 4 cm. Meias elásticas específicas para a gravidez aliviam a sensação de cansaço no final do dia. Pergunte ao seu obstetra se ele concorda. Exercícios que estimulam as pernas, como andar de bicicleta, são aconselháveis.

6º mês
Agora sim, o feto cresce sem parar. Já tem todos os órgãos formados, trata-se de um verdadeiro bebê miniatura. Já tem cabelos. No final desse mês dobra de peso, em relação ao começo. Pesa cerca de 800g.

A barriga está grande, mas não o bastante para incomodar, embora o útero cresça muito, empurrando fígado e estômago para longe de suas posições habituais. Dos desconfortos que podem surgir nesta fase, os dois mais comuns são: azia causada pelos hormônios da gravidez, principalmente a progesterona, e as cãimbras noturnas, na barriga das pernas ou nos dedos dos pés.

Nesta época, o bebê já deve estar de cabeça para baixo, na posição em que nascerá, em caso de parto normal. Como já é grande permanece muito tempo todo curvadinho para caber no útero. Assim de vez em quando, tem necessidade de se espreguiçar e, nesta hora, você percebe sua barriga estufando.

Sempre orientada pelo obstetra, a grávida deve evitar uma vida sedentária. Costuma ser aconselhado fazer caminhadas, ginástica para gestantes, a natação também é uma boa alternativa, por ser considerada um exercício completo. Mas não esqueça de consultar seu médico.

7º mês
De ouvidos bem atentos percebe ruídos do organismo da mãe. Os batimentos do seu coração ajudam a embalar o neném que pode ouvir o som de uma música ou o ruído de vozes, principalmente da mãe.

A mãe tem agora, em sua barriga, um bebê com características muito próprias e diferentes modos de ser. Há os que não admitem ambientes agitados e os que detestam calmaria. Em ambos os casos, a reação é sempre a mesma: manifestando sua irritação, eles se mexem sem parar.


Mede aproximadamente 40cm e pesa entre 1 e 2kg.

Você deve ter engordado, em média, 8,5kg, e precisa prestar atenção agora à circulação nas pernas. As varizes podem aparecer, principalmente em gestantes com tendência familiar. Outro problema próprio desta fase é o inchaço nos pés. Toda grávida retém um pouco de líquido, e uma certa inchação no tornozelo está dentro do normal.

Explicação para os desejos:
A transformação metabólica, ditada pelas profundas mudanças hormonais ocorridas no corpo da gestante, contribui para que ela passe a desejar certos alimentos e, ao mesmo tempo, rejeitar outros. Naturalmente o fator emocional contribui, aumentando a sensibilidade e a insegurança da mulher, que também teria desejos como uma forma de receber mais atenção e afeto.

8º mês
Dentro do útero, o bebê abre os lhos para enxergar o mundo à meia-luz, seus olhos já percebem a diferença entre luz e sombra. Testa os outros sentidos, como o tato, ao bater com as mãos na parede uterina, ou segurando o cordão umbilical.

Dá chutes se está desconfortável. Mede aproximadamente 45cm e pesa 2kg.

Você deve ingerir muita proteína, responsável pelo desenvolvimento final do feto.


Se está se sentindo meio desanimada, não se preocupe, nesta fase é natural que a grávida fique mais acomodada. Não abra mão, entretanto, de uma vida normal, que deve incluir até mesmo relações sexuais. Basta que o casal encontre uma posição em que a grande barriga da mãe não represente incômodo de qualquer espécie. Nas veias da mulher, circula cerca de 1,51 a mais de sangue.

A grávida precisa de mais oxigênio que o normal. E o útero, muito desenvolvido, além de pressionar o diafragma, o que causa falta de fôlego, tem agora a parte superior localizada bem próximo ao arco das costelas, o que freqüentemente, provoca desconforto. São, entretando, as dores nas costas o mal-estar mais comum a este período.

9 mês
Finalmente, o momento tão sonhado se aproxima. Para ajudar a controlar tanta ansiedade, lá pela 37ª semana de gestação, arrume a bolsa que levará para maternidade.

No 9º mês, seus seios já estão totalmente preparados para dar de mamar: aumentam cada um cerca de 1/2kg. Nas últimas semanas a mulher quase não engorda. E a maioria sente um grande alívio: o útero se transforma, empurra a cabeça do feto em direção à bacia, a barriga desce, o diafragma fica mais livre e a mãe respira melhor.


Contrações indolores e irregulares são percebidas pela gestante, elas anunciam o amadurecimento do útero que treina as contrações do parto e ao mesmo tempo renova o sangue em seus tecidos. Você pode se sentir indisposta se deitada de barriga para cima. Deite-se então, de lado e o mal-estar passa

Os sinas que indicam que está chegando a hora:
Os sintomas não seguem uma ordem cronológica rígida, mas podem começar pelas contrações uterinas freqüentes e ritmadas, a cada 15 ou de 10 em 10 minutos. Assemelham-se a uma cólica menstrual e deixam o abdomen endurecido. Através delas o colo uterino vai abrindo passagem ao bebê. Aos poucos vão se tornando mais fortes e se refletindo em toda barriga. Os intervalos entre uma e outra diminuem, aumentando em intensidade.

A eliminação do tampão mucoso(uma substância gelatinosa, misturada com um pouco de sangue) e o rompimento espontâneo da bolsa d' água também podem sinalizar o nascimento. Neste caso o médico precisa ser chamado imediatamente.