quarta-feira, 9 de abril de 2014

Mulheres que Amam e se Doam.

O papel das doulas

Saiba como essas mulheres podem ajudar durante a gestação, no parto e nos primeiros meses do seu bebê em casa

Por Marcela Bourroul - atualizada em 11/07/2013 14h50
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gravida_barriga (Foto: shutterstock)
O parto nunca foi um momento fácil na vida das mulheres. Os desconfortos das últimas semanas de gestação, a ansiedade de ter o bebê finalmente nos braços e o medo das dores do parto contribuem para criar uma atmosfera de nervosismo em torno desse acontecimento. Por isso, as grávidas sempre tiveram o apoio de familiares e amigas que já haviam passado por esse momento e conseguiam oferecer a sua experiência como prova de que, no final, daria tudo certo.
Algumas mudanças na sociedade, porém, dificultaram esse convívio. Primeiro, as famílias ficaram menores e passaram a viver em núcleos pequenos (é muito difícil hoje encontrar pessoas de três ou quatro gerações morando na mesma casa). Depois, cada vez mais os partos começaram a ser feitos em hospitais e esse momento perdeu um pouco da sua naturalidade. Claro que hoje é indispensável ter acompanhamento médico durante a gravidez e o parto, mas esse apoio feminino, intuitivo, acabou sendo deixado de lado.

É para suprir essa demanda que surgiram as doulas. São mulheres que oferecem apoio emocional, tiram dúvidas e orientam as gestantes, antes, durante e depois do parto. Se você nunca ouviu falar nelas ou já ouviu falar, mas está na dúvida se deve procurar esse apoio, conversamos com Eleonora Moraes, doula e fundadora do "Despertar do Parto", em Ribeirão Preto, para explicar como funciona esse trabalho.
A doula é uma enfermeira?

Não necessariamente. A maioria das doulas tem uma formação profissional anterior (psicólogas, professoras de educação física, fisioterapeutas etc.) e passa a oferecer esse serviço depois de fazer um curso específico para doulas. No entanto, independente de sua formação profissional, o papel delas não é fazer qualquer tipo de procedimento médico. Doulas não fazem auscuta fetal, medem pressão, veem batimento cardíaco do bebê nem cortam o cordão umbilical após o nascimento. O papel dela é dar o apoio emocional, conforto físico, além de ser uma ponte entre os médicos e a mulher, traduzindo termos médicos para a grávida e ajudando-a a expressar seu desejo para o médico.
A doula pode atrapalhar meu relacionamento com o obstetra?

Isso não deve acontecer. A doula colabora para o diálogo entre médico e gestante, mas não deve ir além disso. Se por causa da explicação da doula e das informações que ela fornece a paciente decide questionar o médico, é uma coisa. Mas a própria profissional não bate de frente com os especialistas ou questiona a equipe, muito menos na hora do parto – se isso acontecer, ela pode transformar um momento nervoso em algo ainda mais tenso.
Só devo procurar uma doula se eu quiser um parto normal?

Não. A doula provavelmente vai esclarecer sobre o que levar em consideração na hora de escolher o tipo de parto, mas mesmo que seja uma cesárea, ela terá seu papel. Fazer com que a mulher se sinta segura para a chegada do bebê, confortá-la durante a cirurgia e dar o apoio para a amamentação no pós-parto são algumas das funções que ela terá ao seu lado.
O que a doula faz durante o parto?

Se o parto for hospitalar, a doula pode fazer a ponte entre a equipe médica e a gestante, explicando como funcionam as intervenções que eles propõem e como o parto vai evoluir. A doula faz gestos simples como dar a mão para a gestante e massageá-la. Ela também vai ajudá-la a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, ensinar técnicas de respiração e propor medidas naturais que podem aliviar as dores, como banho quente.
Elas fazem parto em casa?

Sim, mas esse parto requer mais do que uma doula. Para realizá-lo a gestante geralmente recruta, além da doula, um médico e um enfermeiro. Se você está pensando em parto domiciliar, o ideal é se informar com o seu obstetra.
Se eu decidir por um parto hospitalar, as maternidades aceitam a presença da doula?

A lei brasileira garante à gestante o direito de ter um acompanhante no parto. Em alguns hospitais, essa regra é seguida à risca. Como a maior parte das gestantes quer a presença do marido na hora do parto, é preciso verificar com a maternidade se é possível ter a doula e o pai nesse momento para evitar sustos na última hora.
Quando a grávida começa a procurar uma doula?

A mulher deve procurar a doula a partir do momento em que ela percebe a necessidade de se preparar para o parto e para a chegada do bebê. Geralmente, a procura começa no segundo trimestre de gestação.
Como são os encontros?

Há, em média, três encontros para planejar o parto e a chegada do bebê. A doula também ficará ao seu lado durante o trabalho de parto, até que o bebê nasça, e fará algumas visitas no pós-parto.
Onde eu posso achar uma doula?

No site Doulas há um registro atualizado. Você pode procurar por nome ou cidade e saber mais informações sobre a atuação de cada uma delas.
Os resultados do parto são melhores com doulas?

Sim. Diversas pesquisas já mostraram que atuação das doulas reduz a taxa de cesariana, o uso de anestesia, de fórceps, além de melhorar a qualidade dos resultados após o parto. Seis meses após o parto, o sucesso com a duração da amamentação e interação da mãe e do bebê é maior entre as mães que foram acompanhadas por doulas.
Um pouco mais de história

A palavra doula vem do grego e significa “mulher que serve”. Na década de 70, uma médica antropologista chamada Dana Raphael escreveu um livro sobre amamentação e chamou as mulheres que apoiavam as mães no processo de amamentação de doulas. Alguns anos mais tarde, Klaus e Kennel, dois pediatras norte-americanos, foram estudar a interação entre mãe e bebê durante o nascimento em um hospital na Guatemala. Uma das estudantes de medicina que os acompanhou durante o estudo falava espanhol e começou a assistir os partos. Ela atuava simplesmente dando a mão para as mulheres que estavam parindo. Depois de algum tempo, os pesquisadores perceberam que os partos dos quais essa estudante tinha participado havia sido mais rápidos e com menos intervenções. Eles replicaram a iniciativa treinando e colocando mais três mulheres como apoiadoras, confirmaram a melhora nos partos e se apropriaram do termo doula para nomeá-las.
Dicas de leitura

A Doula no Parto, Fadynha. Publicado pelo GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa)
O Renascimento do Parto, Michael Odent. Editora Momento Atual
Parto normal ou cesárea? O que toda mulher deve saber (e todo homem também), Simone Grilo Diniz e Ana Cristina Duarte. Editora Unesp.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Muitas pessoas não conhecem mas OMS faz recomendações que são úteis e ajudam nesse momento tão importante o Parto.

| Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Atendimento ao Parto Normal

Recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) no Atendimento ao Parto Normal
A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas:
1. Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/ companheiro e, se aplicável, a sua família.
2. Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada contacto com o sistema de saúde e no momento do primeiro contacto com o prestador de serviços durante o trabalho de parto e parto.
3. Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto e parto, assim como ao término do processo do nascimento.
4. Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.
5. Respeitar a escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações.
6. Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante.
7. Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
8. Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.
9. Respeitar a escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto.
10. Oferecer às mulheres todas as informações e explicações que desejarem.
11. Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.
12. Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente.
13. Usar materiais descartáveis ou realizar desinfecção apropriada de materiais reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.
14. Usar luvas no exame vaginal, durante o nascimento do bebê e na dequitação da placenta.
15. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.
16. Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.
17. Monitorar cuidadosamente o progresso do trabalho do parto, por exemplo, pelo uso do partograma da OMS.
18. Utilizar oxitocina profilática na terceira fase do trabalho de parto em mulheres com um risco de hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em conseqüência de uma pequena perda de sangue.
19. Esterilizar adequadamente o corte do cordão.
20. Prevenir hipotermia do bebê.
21. Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.
22. Examinar rotineiramente a placenta e as membranas.
B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas:
1. Uso rotineiro de enema.
2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.
3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.
4. Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa.
5. Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto.
6. Exame retal.
7. Uso de pelvimetria radiográfica.
8. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.
9. Uso rotineiro da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto.
10. Esforços de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo.
11. Massagens ou distensão do períneo durante o parto.
12. Uso de tabletes orais de ergometrina na dequitação para prevenir ou controlar hemorragias.
13. Uso rotineiro de ergometrina parenteral na dequitação.
14. Lavagem rotineira do útero depois do parto.
15. Revisão rotineira (exploração manual) do útero depois do parto.
C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apóiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos:
1. Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas, imersão em água e estimulação nervosa.
2. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.
3. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.
4. Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto.
5. Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.
6. Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação.
7. Clampeamento precoce do cordão umbilical.
8. Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante a dequitação.
D) Condutas freqüentemente utilizadas de forma inapropriada:
1. Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.
2. Controle da dor por agentes sistêmicos.
3. Controle da dor através de analgesia epidural.
4. Monitoramento eletrônico fetal.
5. Utilização de máscaras e aventais estéreis durante o atendimento ao parto.
6. Exames vaginais freqüentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.
7. Correção da dinâmica com a utilização de ocitocina.
8. Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto.
9. Cateterização da bexiga.
10. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.
11. Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto, como por exemplo, uma hora, se as condições maternas e do feto forem boas e se houver progresso do trabalho de parto.
12. Parto operatório (cesariana).
13. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.
14. Exploração manual do útero depois do parto.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Parto Humanizado no Superpop - Parte 1/8

Entrevista com Naolí Vinaver

Inteligente a marchinha ..retirado do www.partodoprincipio.com.br

13 de fevereiro de 2012

Marchinhas de carnaval para quem quer parto normal!

Nossas poetizas estão cheia de animação para este carnaval!
Curta algumas marchinhas criadas pelas ppzetes!

Se você pensa que cesárea é parto,
cesárea num é parto não!
cesárea tem fama de chique,
mas parto é que dá tesão!
Pode me faltar tudo na vida
hospital, agulha, punção
pode me faltar a droga
que isso não faz falta não..
Pode me faltar doutor,
isso eu acho até bobeira..
Só não quero é que me falte,
a danada (da doula) e da parteira!

Por Ana Cris e Roselene



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Ô abre a sala que quero cortar
Ô abre a sala que quero cortar
Sou cesarista, não posso negar
No feriado não vou trabalhar.

Por Paty Brandão

Retirado do www.partohumanizado.com.br Grande Mestra Marilia Largura.

PARTO HUMANIZADO, 
por Marilia Largura


1) O NASCIMENTO TAMBÉM TEM SUA HISTÓRIA
Todos nós sentimos que estamos em uma etapa decisiva do futuro da humanidade. Mesmo se acharmos que a prática generalizada da fecundação "in vitro" e de mães de substituição não é para agora, as modificações que ocorreram neste últimos anos foram bastante significativas.
O profissional que se dedica ao nascimento e que é sensível à sua problemática não pode ficar indiferente e deixar de se interrogar sobre o que se passa sob seus olhos. O presente e o passado são objeto de sua curiosidade. Como eram as práticas culturais que acompanhavam os nascimentos? Somos solidários de um passado que conhecemos mal. Existe, entretanto, uma certeza: nós somos, em maior ou menor grau, condicionados por ele. Os hábitos e comportamentos, as práticas dos tempos passados influenciam ainda, às vezes mais do que pensamos, os comportamentos atuais. 
Passaram-se dois séculos de medicalização do parto. Durante esse período a tendência, os esforços foram realizados no sentido de retirar da assistência ao parto tudo o que não fosse estritamente relacionado ao biológico e à arte médica. Medidas tomadas priorizavam a higiene pensando em favorecer o indivíduo. Ficaram esquecidos os aspectos espirituais, psicológicos e sociais. Um exemplo que ilustra muito bem essa tendência foi a criação de berçários para recém-nascidos normais que condicionou longo tempo de separação entre mãe e filho.
Vivemos numa época caracterizada pelo consumismo, que por sua vez, leva ao materialismo, à confiança na tecnologia, à perda da individualidade, ao conforto que estabiliza e impede o indivíduo de arriscar e criar novas situações, que transformou o homem num simples "objeto" de consumo, que amortiza as consciências. Na família, poucos filhos, o divórcio (nos USA de cada dois casamentos, um termina em divórcio). Liberdade sexual que se seguiu à anti-concepção. 
Todos esses fatores influem de forma direta ou indireta sobre o nascimento.  Humanizar o parto é respeitar e criar condições para que todas as dimensões do ser humano sejam atendidas: espirituais, psicológicas, biológicas e sociais.

A mulher é um animal racional. Nada que é humano é puramente corporal, assim como nada é puramente espiritual. O corpo (soma, em grego) e o espírito (psiché) estão simultaneamente presentes.

Nas questões relativas ao parto não só os médicos deveriam ser ouvidos mas antes de tudo a mulher que faz a experiência de dar à luz.
A colaboração de outros profissionais que em seu campo de pesquisa e trabalho privilegiam a condição feminina viria enriquecer e reforçar as mudanças que se fazem necessárias nessa área. Lembramos das assistentes sociais, psicólogos, sociólogos, antropólogos, enfermeiras-obstétricas, parteiras tradicionais.

O nascimento não é um mecanismo de "fabricação" de crianças. É um processo de criação.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

LEMBRANDO....DOULA....DOULA....E SEMPRE DOULA

O que significa "doula"

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.
O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.
O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
  • diminuir em 50% as taxas de cesárea
  • diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
  • diminuir em 60% os pedidos de anestesia
  • diminuir em 40% o uso da oxitocina
  • diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.
Ana Cris Duarte
Doulas.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Retirada da Fralda

Gisleine de Mello Almada Rubbo


Guias e Estilo


A Retirada da Fralda

Gisleine de Mello Almada Rubbo

É comum depararmos com mães preocupadas com o "tirar as fraldas" de seu (sua) filho (a). As dúvidas mais freqüentes são: - Como devo proceder? Qual a idade mais adequada? Posso forçar ou não? Meu (a) filho (a) quer tirar as fraldas, o que devo fazer? Diante de tais questionamento, sentimos necessidade de esclarecer alguns pontos fundamentais que permeiam esse processo. Primeiramente não podemos nos esquecer que toda mudança na criança tem que ser realizada, respeitando sua individualidade e seu próprio rítmico. Pôr isso é preciso deixar claro que "é necessário que haja um certo nível de maturação para que o treinamento produza resultado". Para que possa controlar sua eliminação, a criança tem que aprender muitas coisas:

Tem que saber "o que" se espera dela.

Que há uma ocasião e um lugar apropriado para se eliminar.

Tem que familiarizar-se com as sensações que indicam a necessidade de eliminar.

Tem que aprender a contrair seus esfíncteres, a fim de inibir a eliminação e descontraí-la para permitir que ela se efetue.

Esse controle se efetuará melhor se também os pais estiverem preparados, não só pela disponibilidade de realização de tarefas de levar a criança ao banheiro; trocá-la, quando molhada; mas principalmente sua disponibilidade interna. Essa mudança não afeta só a criança, mas também os pais que terão que concretizar a passagem, ou seja, o crescimento daquela criança que até então era um "bebê". Muitas vezes isso é difícil! Mas todos (pais / filhos) devem estar prontos para essa passagem, pois com certeza é um fator que irá contribuir em muito, para que a criança retire ou não com facilidade a fralda. É interessante que neste ou em qualquer momento, onde as mudanças são inevitáveis e necessárias, os pais revejam o que isso está acarretando neles próprios, para que possíveis conflitos internos não interfiram neste processo. Ao longo de minha experiência clínica me deparei com diversas questões sobre este tema, as quais mencionarei abaixo:

Pôr que algumas crianças retiram mais cedo, outras mais tarde?

R: Justamente devido à maturação individual.

Quando a criança está pronta?

R: As crianças dão indícios de sua prontidão. Exemplo: acordam secas, passam uma parte do dia seca e quando verbalizam colocam que fizeram "xixi". Essa criança está apontando aos pais que está pronta para o treinamento.

Como fazer este treinamento?

R: Uma vez a criança pronta; inicia-se com o "xixi" diurno. Retira-se a fralda, oferecendo o banheiro algumas vezes e não recue.

Após o início do controle, ainda leva 5/6 meses para que se efetue.

A criança que está neste processo, logo apresenta a fralda noturna seca, então está pronta para também deixá-la.

E o controle das fezes?

R: Geralmente se faz posterior. Para a criança é um momento muito importante, pois as fezes representam seu produto, por isso muitas delas se recusam a evacuar, pensando que suas "coisas" vão embora. Muitas crianças tem facilidade e levam na brincadeira, outras necessitam de maior elaboração.

Deve-se forçar a criança que recusa a tirar a fralda?

R: Nestes casos é bom avaliar o que está acontecendo com a criança, em casa e / ou o que ela está querendo expressar com esta atitude. Muitas vezes a dificuldade está nos pais que inconscientemente não querem que seus filhos tornem-se independentes. Quando os pais estiverem conscientes disso, poderão conversar com a criança, mostrando que "crescer é bom" e que está na hora de retirar a fralda. Talvez a criança esperneie, faça birra, mas os pais devem mostrar à ela que conseguirão suportar tais comportamentos com tranquilidade e segurança.

Nota: O fundamental é ter paciência e perseverança, já que são muitos os comandos que a criança tem que aprender para o controle dos esfíncteres.

Caso encontre alguma dificuldade ou dúvida não deixe de consultar um especialista (pediatra/psicólogo).



Gisleine de Mello Almada Rubbo
Psicóloga - Campinas - SP

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Minhas gestantes tão Especiais... cuidem-se.

Home / Dieta da gestante

A vitamina essencial para as grávidas

Veja por que o ácido fólico, adicionado à farinha, é um nutriente essencial para as gestantes e a saúde do bebê

 
macarrão, biscoitos e farinhaFabio CasteloPrepare-se para lançar um novo olhar sobre o que até agora parecia ser um simples pacote de farinha de trigo e de milho. Afinal, ele pode garantir que o seu bebê nasça perfeito e saudável. Exagero? Que nada! No Brasil, desde 2002, é obrigatório o enriquecimento da farinha com ácido fólico, vitamina cuja ação foi comprovada na redução da incidência de doenças cardíacas, lábio leporino e leucemia e também no fechamento do tubo neural, a estrutura que dá origem ao sistema nervoso central e à medula espinhal. “Nos Estados Unidos, o acréscimo de ácido fólico aos alimentos consumidos em grande escala pela população levou à queda de 19% na taxa dos defeitos no fechamento do tubo neural, que acomete três a cada 2 mil recém-nascidos”, conta a pediatra Maria Cristina Senna Duarte, chefe da CTI Pediátrica do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro.

A descoberta mais recente sobre esse nutriente, uma vitamina do complexo B também conhecida por folato, é que ele diminui um mal que acomete cerca de 10% das gestantes: o parto prematuro. ”Esse é o maior responsável pela mortalidade infantil, além das altas taxas de problemas respiratórios, baixo peso, infecções e retardo mental”, acrescenta o ginecologista e obstetra Luciano Gibran, do Hospital São Camilo, em São Paulo. Segundo um estudo da Universidade do Texas, que acompanhou 35 mil mulheres que tomaram uma suplementação da vitamina por um ano antes de engravidar, houve a queda de 70% nos partos prematuros entre a 20ª e a 28ª semana de gestação e de 50% entre a 28ª e a 32ª semana. O estudo ainda precisa ser ampliado, mas acredita-se que o ácido fólico atue na regulação de genes que agem nas causas do parto prematuro.

Quanto consumir

Os médicos são unânimes em afirmar que toda mulher em idade fértil deve se preocupar com o consumo do ácido fólico, já que nem sempre é possível programar a gravidez e a formação do tubo neural do bebê ocorre por volta de 28 dias após a concepção. O ideal mesmo é que a ingestão da vitamina seja aumentada pelo menos três meses antes da gestação, subindo de 0,1 para 0,4 mg por dia. Como esse nutriente é necessário para o crescimento das células, à medida que o feto cresce, ele retira o folato do sangue da mãe. “Vale lembrar que os estoques no organismo são esgotados entre duas e quatro semanas quando não se tem uma alimentação equilibrada”, alerta a pediatra Maria Cristina. Além disso, a interação do ácido fólico com a vitamina B12 é indispensável para a proliferação dos glóbulos vermelhos do sangue.

Para beneficiar o bebê e ainda evitar que a futura mãe tenha anemia, constipação, problemas no trato urinário e até enjoos e vômitos nos seis primeiros meses de gestação, além da suplementação, é importante ingerir pratos preparados com farinha de trigo e milho e dar prioridade aos alimentos ricos em folato. ”Entre as melhores fontes, estão as folhas verdes, como espinafre, salsinha e brócolis, além do gérmen de trigo, fígado de boi, beterraba, amendoim, suco de laranja e brócolis”, lista a nutricionista paranaense Marilize Tamanini. Ela lembra que a fervura prolongada dos alimentos destrói a vitamina.

Para ter uma ideia, “cada 100 g de farinha recebe atualmente 150 microgramas de folato, ou seja, 38% da ingestão recomendada para quem está pensando em engravidar”, diz a gerente de pesquisa e desenvolvimento Silvia Lombardi, da J. Macedo, fabricante da farinha de trigo Dona Benta. Só para lembrar: esse acréscimo não altera em nada o cheiro, o sabor e a textura da farinha.

terça-feira, 23 de agosto de 2011


TAMBÉM FAZ BEM DURANTE A GRAVIDEZ!!


A massagem pré-natal ou durante a gravidez
Este tipo de massagens em grávidas é uma terapia corporal, dirigida às necessidades especiais do corpo da futura mãe, que lhe ajudará a sentir-se melhor, reduzindo o cansaço e o stress. 
Além disso, permitirá activar a circulação sanguínea e aliviará a tensão e a dor de costas devido às mudanças que se produzem durante a gravidez e ao aumento de peso.
A gravidez é uma época em que o corpo sofre muitas mudanças. Algumas destas transformações são stressantes e incómodas para a grávida. A massagem pode ajudar a reduzir algumas destas incomodidades da gravidez.
É recomendável consultar o médico antes de começar a fazer qualquer tipo de massagem nesse período, pela delicadeza da situação pois não é recomendável para todo o tipo de gravidez.
A posição mais adequada para este tipo de massagem é a lateral, utilizando umas almofadas que são especialmente eficazes para dar comodidade. Depois das 22 semanas de gestação, dormir de barriga para cima pode provocar pressão nos vasos sanguíneos profundos pelo peso do bebé, e pode reduzir a circulação tanto da mãe como do bebé.
Não é recomendável nenhum tipo de massagens durante o primeiro trimestre devido às grandes transformações físicas e hormonais que sofrem as grávidas nesse trimestre. O segundo e o terceiro trimestre são as melhores épocas para começar a massagem pré-natal.
Massagens para grávidas
A duração ideal para as massagens pré-natais seria de uma vez por semana durante o segundo trimestre e duas vezes semanais ou mais durante o terceiro trimestre. Brevemente notarão os múltiplos benefícios que possui esta massagem.
Benefícios das massagens durante a gravidez
* Alivia as dores nas costas.
* Ajuda a combater e a eliminar a depressão ou ansiedade que algumas vezes acompanha a gravidez.
* Reduz as varizes e combate a formação de estrias.
* Regula os movimentos intestinais.
* Ajuda a eliminar o cansaço pois proporciona um grande aumento de energia.
* Ajuda a aliviar dores musculares e cólicas, tensão muscular, rigidez e outras dores.
* Ajuda a uma menor retenção de líquidos.

domingo, 7 de agosto de 2011

Esses e outros assuntos em www.projetomeninamae.com.br e acompanhe também no face.

ãe
Olha que interessante.
Vamos prestigiar.
O Projeto Menina-mãe organiza a NOITE DA PIZZA para angariar fundos e manter-se ...Ver mais
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Tire todas as dúvidas sobre a amamentação e conheça os benefícios que o aleitamento materno traz para a mamãe e o bebê.

Agradeço ao site www.bebe.abril.com.br


Obesidade na gravidez
O aumento excessivo de peso durante a gestação pode causar problemas à saúde da mãe e do bebê
Por Angela Senra







A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que, desde 1974, o sobrepeso nas meninas aumentou 23,4% e entre os meninos, 23,9%. Segundo a endocrinologista Cláudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a ABESO, campanhas de orientação para esse público atrai maior atenção dos adultos preocupados com a saúde dos filhos. “Como as crianças ainda não têm autonomia para se alimentar e as grávidas se dedicam aos seus bebês ainda em formação, acreditamos que podemos ter um resultado mais satisfatório, modificando hábitos no início da vida”, conclui.

Limite na balança
A recomendação dos especialistas é que as gestantes engordem, no máximo, até 12 quilos durante a gravidez. “O ideal é ganhar um quilo mensalmente, em média, embora as mulheres altas possam exceder um pouco esse limite”, diz a ginecologista Mara Carvalho Diegoli, do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Ela explica que, no primeiro trimestre, muitas gestantes até emagrecem devido aos enjoos. “Do quarto ao sexto mês, o ganho de peso também é pequeno. Ele acelera mesmo no final da gravidez, quando a tendência do organismo é reter mais líquido, provocando inchaço”.

Mãe cheinha, bebê pesado
“Quando a mãe esbanja quilos extras na gravidez, a probabilidade de a criança também se tornar obesa é de 50% a 60%”, diz a endocrinologista Cláudia Cozer. Se ambos os pais forem obesos, o risco sobe para 70% a 80%.
Além dos problemas com a própria saúde, as mulheres que brigam com a balança durante a gestação podem gerar bebês mais pesados, com macrossomia fetal—condição em que o recém-nascido apresenta mais de 4 quilos-- e com possibilidades de desenvolver hipoglicemia ao nascer. “É importante que as mães se lembrem de que tudo que consomem vai para o bebê”, afirma a ginecologista e obstetra Lilian Takeda, da Maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo.

Riscos associados
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera obesas as pessoas que apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. Trata-se de valor obtido a partir da seguinte fórmula: peso/altura². A gestante que ultrapassar essa marca corre mais riscos, não só durante a gravidez como na hora do parto. Além de sofrer com dores mais intensas, nas costas e nas pernas, a grávida pode desenvolver diabetes gestacional, aumentando a propensão de adquirir, definitivamente, a doença após o nascimento do bebê. A ameaça de pré-eclâmpsia, aumento grave da pressão arterial nesse período, que pode acarretar sérias complicações, é outra razão para ficar atenta à silhueta. Sem falar nas taxas de colesterol, triglicérides e glicose. Quem sai perdendo, muitas vezes, é o bebê, que fica mais sujeito à malformações, aborto e ruptura antecipada da bolsa, que induz parto prematuro.
Como se não bastasse, a gordura excessiva ainda pode dificultar a cicatrização, em caso de cesárea.

Olho no prato
A gravidez altera os processos metabólicos da futura mamãe. “Se a mulher não estiver preparada emocionalmente, terá mais dificuldades para controlar o impulso de comer, por exemplo”, avisa Lilian. “Por outro lado, não raro essas transformações ajudam a modificar positivamente os hábitos alimentares, porque ela passa a pensar na saúde do bebê”, acrescenta.
Para evitar o excesso de peso na gestação, é preciso controlar a ingestão de calorias. “Essa história de comer por dois não existe. A grávida deve consumir alimentos saudáveis e nutritivos, de forma moderada. E nunca ficar em jejum ou passar fome, pois o feto pode sofrer com a escassez”, diz Lilian.
A não ser que a mulher seja diabética, o ideal é evitar os adoçantes, porque algumas pesquisas mostram que eles são capazes de provocar alterações fetais. Na dúvida, prefira o açúcar em pequenas quantidades, nos primeiros três meses de gestação. “Troque o docinho por uma fruta, mas sem exagerar, pois elas contêm frutose”, diz Lilian.
Cláudia ensina, ainda: “Fracione as refeições, procurando comer de três em três horas. Diminua o sal (que promove inchaço), abuse das verduras e legumes, ricos em fibras, vitaminas e sais minerais.” Prefira as carnes magras e os sucos naturais, ao invés dos refrigerantes (ricos em sódio). “Modere nas comidas pesadas e gordurosas, especialmente à noite. Durante a gravidez, a digestão é mais lenta e uma pizza no jantar pode causar muito desconforto para a mulher”, explica Mara Diegoli.
E além do controle calórico, é importante fazer uma atividade física. “Se você não tem o hábito de se movimentar, faça caminhadas e hidroginástica, exercícios com baixo impacto”, sugere Lilian.

Pós-parto
No momento do parto, além do peso do feto, a mulher perde cerca de um quilo de água e placenta. Os quilos restantes que engordou permanecem e é aí que os hábitos saudáveis devem entrar em cena, para auxiliar na recuperação da antiga forma. Uma das maneiras de enxugar medidas é amamentar. “O aleitamento ajuda a desinchar nos dois primeiros meses mas, se a mulher exagerar nas quantidades de comida, pode engordar novamente”, completa Mara.