terça-feira, 12 de outubro de 2010

IMPORTANTE......MUITO IMPORTANTE.....

Violência em maternidades revela problemas na saúde pública
Por Rafaela Carvalho - rafaela.souza.carvalho@usp.br
Publicado em 8/outubro/2010

Uma pesquisa apresentada à Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) revela que grávidas em trabalho de parto sofrem diversos maus tratos e desrespeitos por parte dos profissionais de saúde nas maternidades públicas. Segundo a análise, esse tipo de violência, além de apontar para os problemas estruturais da saúde pública, revela a “erosão” da qualidade ética das interações entre profissionais e pacientes, a banalização do sofrimento e uma cultura institucional marcada por estereótipos de classe e gênero.
Autora do trabalho, a psicóloga Janaína Marques de Aguiar explica que essa violência acontece de diversas formas: negligência na assistência, discriminação social e racial, gritos, ameaças, repreensão, piadas jocosas, a não permissão de um acompanhante à escolha da paciente – direito que é garantido por lei – e até mesmo a não utilização de medicação para alívio da dor, quando for tecnicamente indicada. Muitas vezes, esse tipo de violência acontece quando as pacientes manifestam o seu sofrimento. “Elas já chegam ao atendimento público alertadas por mães, irmãs ou vizinhas que quem grita sofre mais: é deixada para ser atendida por último ou é maltratada.”

Para a realização desse trabalho, a psicóloga entrevistou 21 mulheres que estavam no período de até três meses após o parto em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo, além de 18 profissionais da saúde pública. A partir das entrevistas, Janaína constatou que a violência institucional é banalizada e, portanto, invisibilizada por grande parte dos profissionais, que nem sempre identificam esses desrespeitos e maus tratos como uma forma de violência. “Muitas vezes, essas atitudes são vistas como uma brincadeira ou como uma tentativa do médico de fazer com que a paciente o escute.” A pesquisadora relata que é frequente o uso de ameaças para que a paciente não grite e não faça escândalo. “São comuns frases do tipo: ‘Está chorando/gritando por quê? Na hora de fazer não chorou/gritou.’ Esse jargão é bastante comum e aponta para a crença, ainda frequente nos dias de hoje, de que a dor do parto é o preço a ser pago pelo prazer sexual”, diz a pesquisadora.
Além disso, muitos dos profissionais entrevistados ressaltam a falta de anestesistas de plantão para analgesias de parto normal. A situação também é um flagrante da precariedade do sistema e de uma cultura institucional que ainda negligencia a humanização da assistência.

Janaína ressalta que a violência acontece porque o outro é tomado como um objeto de intervenção e não como um sujeito. “A complexidade desse tema envolve desde a precarização do sistema público de saúde até a própria formação dos profissionais, que muitas vezes não é voltada para uma humanização da assistência”, explica.
Como pano de fundo da violência institucional está a ruptura na comunicação, no diálogo entre profissionais e pacientes. Omitir informações, não informar sobre os procedimentos realizados, não negociar com a paciente a realização desses procedimentos, viola os seus direitos e nega sua autonomia. Isso pode gerar maior estresse para a mulher que está sendo atendida, dificultando uma comunicação eficaz.

Janaína ressalta ainda que mesmo em um contexto de dificuldades estruturais, com falta de recursos humanos e materiais, com alta demanda de atendimentos em pouco tempo, muitos profissionais conseguem dar uma assistência humanizada para suas pacientes. “Há, portanto, possibilidades de uma assistência sem violência. Mas é preciso reconhecer que essa violência existe, saber como e por que ela acontece para que se possa combatê-la.”

A tese de doutorado Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero, financiada por bolsa Fapesp, foi apresentada ao Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP e orientada pela professora Ana Flavia Pires Lucas D’Oliveira.

Mais informações: email jamaragui@usp.br
Link: http://www.usp.br/agen/?p=36706

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Informações tiradas da revista Crescer. Prematuro.

O desenvolvimento do bebê prematuro

O carinho dos pais é fundamental para o desenvolvimento do bebê que chegou antes da hora

Jeanne Callegari e Thais Lazzeri

Beto Tchernobilsky
Motivo de preocupação para médicos e pais, os prematuros, bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação, têm facilidade em pegar doenças infecciosas e em ter problemas para respirar. Isso porque o sistema imunológico e o pulmão do bebê só amadurecem no fim da gestação, entre a 37a e a 42a semana. Para estimular o desenvolvimento da criança, deve entrar em cena uma equipe multidisciplinar: uma fisioterapeuta para a parte motora, uma fonoaudióloga para melhorar a sucção, e uma terapeuta ocupacional para cuidar dos pés e das mãos. Indispensável mesmo é o colo dos pais. "A fala, o cheiro, o calor do corpo deles e, claro, o leite materno fazem o bebê evoluir mais rápido", diz a neonatologista Lia Mara Bizinotto.

O tratamento varia: crianças menores precisam de estímulo por mais tempo, como é o caso de bebês que nascem com menos de 1 quilo. Calcula-se o desenvolvimento subtraindo as semanas que faltaram para completar a gestação: se o bebê nasceu com 28 semanas, por exemplo, ele vai estar dois meses atrasado em relação a um bebê nascido a termo. O esperado é que ele gradativamente se equipare ao de uma gestação completa aos 2 anos e meio. Vale dizer: ansiosos, os pais de prematuros podem cometer excessos que podem levar a problemas, da superproteção à obesidade.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Parto Normal
está no meu Plano

Em razão do alarmante percentual de partos cesáreos realizados na saúde suplementar, que ultrapassa 80% dos partos do setor, a ANS promove desde 2008 um movimento em favor do parto normal e pela redução das cesarianas desnecessárias.

O objetivo é reunir gestantes, profissionais da área de saúde e toda a sociedade em uma ampla discussão sobre o melhor caminho a ser seguido.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DRENAGEM E MAIS...DRENAGEM. BOM DEMAIS.

Entre as boas opções que garantem o bem-estar da futura mamãe, a drenagem linfática manual é uma das mais procuradas.
A técnica ativa a circulação por meio de massagens específicas e ao mesmo tempo relaxantes, realizada com pressões suaves, lentas, intermitentes e que seguem o trajeto do sistema linfático.
Drenagem Linfática
O resultado é a eliminação do excesso de líquidos e toxinas pela urina, além de aliviar tensões, dores musculares, edemas (inchaços) e aumentar a imunidade da grávida.
Durante a gestação o corpo da mulher retem um volume de água até 8 litros acima do normal, sendo o hormônio progesterona responsável por essa situação. Outros fatores também colaboram para o aumento do peso e gerar desconforto, inchaço e sensação de peso nos pés e nas pernas como: o próprio bebê, a placenta, o líquido amniótico e algumas gordurinhas extras.
Por a gestação ser um momento único e especial na vida da mulher, a drenagem linfática deve ser feita por fisioterapeuta especializado e capacitado para poder proporcionar bem estar e evitar o surgimento de outros problemas. A massagem ajuda a aprofundar o contato da gestante com a nova identidade corporal e fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê. Os resultados favorecem a auto-estima, o que garante uma gestação mais saudável e feliz.

YOGA PARA GESTANTES, MANTENDO O CORPO E A MENTE EM SINTONIA.


Hatha yoga para gestantes: conheça os benefícios
Yoga é uma ciência milenar dos sábios da India e constitui uma das melhores formas de disciplina e controle físico, mental e espiritual do homem.

O QUE É

Yoga significa uniao: unindo consciência e matéria, através de sua prática, ela pressupoe uma atitude da mente que permite às pessoas enfrentar a vida com tranqüilidade de espírito.

Yoga, portanto, nao é uma religiao, é uma filosofia de vida. Ela trabalha com a energia, e visa facilitar a remoçao de obstáculos para que esta possa circular livremente por todo corpo e toda mente.

Hatha yoga para gestantes é uma yoga adaptada para esse período da vida da mulher (ela é preparada para a maternidade e para a vida após esta).

BENEFICIOS

- Há um aumento nos níveis de energia, com conseqüente bem estar e diminuiçao da fadiga exagerada, tanto na gestaçao, quanto no parto e pós- parto;

- O livre fluxo da corrente sanguínea, permite a chegada de mais oxigênio às células, o que diminui as câimbras;

- Trabalha muito com a coluna (melhora a postura, ajuda a eliminar azia, falta de ar e dores na regiao lombar);

- Ensina a reconhecer os diferentes tipos de respiraçao, preparando a gestante para o trabalho de parto;

- Ensina diversas posiçoes a serem adotadas nos períodos de dilataçao e expulsao.

MUDANÇAS DECORRENTES DA PRATICA

Mental

As posturas sao realizadas em conexao com a respiraçao ( Como a respiraçao faz a ligaçao entre corpo e mente, passa-se a observar simultaneamente o corpo e a mente). Além disso amplia-se a habilidade de focar a atençao sobre certas tarefas e objetivos a serem atingidos (criam-se as bases para o fortalecimento da força de vontade, bem como para as difíceis mudanças de hábito).

Emocional

A quietude e a auto-observaçao vao produzindo, na gestante, oportunidades de perceber de forma nova as situaçoes da vida, bem como de descobrir novas maneiras de lidar com as próprias dificuldades emocionais.

Espiritual

As diversas práticas de relaxamento podem lhe trazer benefícios espirituais (O nascimento do filho pode ser vivido como uma das mais profundas experiências espirituais da vida).

A Hatha Yoga só traz benefícios à saúde da mulher e de seu filho, de maneira alguma prejudica a gestaçao; mas, é muito importante que os exercícios sejam feitos com o acompanhamento de uma pessoa especializada.

Direitos das Gestantes, segundo o Ministério da Saúde:

1- Presença do companheiro ou alguém da família para acompanhar o parto, dando segurança e apoio;

2- Receber as orientaçoes necessárias, passo a passo, sobre o parto e os procedimentos que serao adotados, com a mulher e o bebê. A mulher bem informada faz melhor a sua parte, ajuda mais;

3- Receber líquidos (água , suco), pois o trabalho de parto pode durar até 12 horas;

4- Liberdade de movimentos durante o trabalho de parto. A mulher pode caminhar sem restriçoes;

5- Escolha da posiçao mais confortável para o parto;

6- Relaxamento para aliviar a dor. Pode ser massagem, banho morno ou qualquer forma de relaxamento conveniente para a mulher;

7- Parto seguro, sem muitos procedimentos, pois podem até atrapalhar em vez de ajudar. É importante verificar sempre as contraçoes e escutar o coraçao do bebê;

8- Contato imediato com o bebê logo que nasce. Muito importante para a mae e o filho;

9- Alojamento conjunto, para que o bebê fique o tempo todo perto da mae, recebendo carinho e atençao;

10- Respeito. A mulher deve ser respeitada, chamada pelo nome, ter privacidade e ser atendida em suas necessidades.


Fonte: saudeinformacoes

ACHEI MUITO INTERESSANTE E COLOQUEI PARA AUMENTAR AS OPÇOES ,PARABENS A ESSAS PROFISSIONAIS QUE SE PREOCUPAM E CUIDAM TÃO BEM DAS MAMÃES.

Bem-Estar

BabYoga: Mãe e Bebê praticando juntos!

O BabYoga é uma modalidade ainda pouco difundida no Ocidente. Mas sabe-se muito bem da importância do vinculo afetivo entre mãe e bebê desde o nascimento. Quanto mais qualidade nesse contato entre a mãe e filho, mais esse laço se estreita, se fortalece. Não estamos falando aqui somente do tempo que ambos ficam juntos, e sim da qualidade desse tempo.
Nas aulas de BabYoga esse é um dos principais focos. Aproximar ambos durante a atividade física e manter os dois tranquilos e inteiros nesse momento que é somente deles.

Muitas mães precisam voltar logo ao trabalho, aos afazeres e a correria logo se instala na rotina de ambos. Com esse momento das aulas, os dois têm um tempo que é para eles “trabalharem” juntos. O contato das mãos e o “olho no olho” são fundamentais durante as aulas.
Mães e filhos precisam estar em sintonia para que a aula aconteça. E a adaptação durante esse período é fundamental.
As aulas são compostas por ásanas (exercícios psicofísicos), pranayamas (respirações) e relaxamento.
Durante as aulas de BabYoga a mamãe que teve parto normal pode iniciar logo após um mês, e as que fizeram cesária, dois meses. Os bebês também podem começar depois do primeiro mês do nascimento.
Para as mamães priorizamos ásanas (posturas de yoga) que façam o trabalho abdominal, fortaleça a lombar, braços e pernas, e ainda focalizamos muito a abertura do tórax, para que durante a amamentação (em que muitas mulheres acabam se curvando à frente) a mulher possa manter uma postura regular, com a coluna ereta, o que facilita também a boa respiração (exalar mais do que inspirar, e sempre pelo nariz).
Os alongamentos também ajudam a fortalecer o tônus muscular.
A respiração longa e profunda vai colaborando para que o sistema nervoso fique em mais harmonia, trazendo calma e quietude interna.
O bebê se adapta às posturas com facilidade. Ora fica apoiado nas pernas da mamãe, ora fica no tapetinho (ou trocador), observando o que ela está fazendo. Ambos se divertem. Isso é fundamental... a alegria no ambiente.
Ao final da aula, os bebês recebem uma deliciosa massagem indiana, conhecida como Shantala , que os ajuda a regularizar o intestino, minimiza as cólicas, acalma o bebê, e estimula o afeto, já que o toque é fundamental para que os bebês sintam-se amados e seguros!

Namastê!
Adriana Vieira - Instrutora de Yoga especializada em Yoga Pré-natal e Baby Yoga
Doula certificada e aplica Shantala desde 2005, quando esteve na Índia, aprendendo essa técnica milenar
Idealizadora do site: www.namaskaryoga.com.br
E-mail: yoga@adrianaviera.com.br
Fone: (13) 9787-6693