domingo, 23 de maio de 2010

Os beneficios da drenagem linfatica na gestante



Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio, e isso causa a retenção hídrica. O corpo tem um aumento do volume
sanguíneo que varia de 30% a 50%, ou seja, temos a capacidade de reter em nosso organismo um volume de água até 8 litros
acima do normal. O ganho de peso total pode variar muito de mulher para mulher, mas se estimarmos um aumento médio de 12 quilos – sendo que os médicos recomendam um aumento de peso durante toda a gravidez de 9 a 13,5 quilos – este será geralmente distribuído da seguinte forma: 3,5kg do feto; 2,0kg do líquido amniótico, placentas e membranas fetais; 1,0kg
do útero; 1,0kg de mamas; 1,5kg de acúmulo
de gordura e 3,0kg de sangue e líquido extra celular.
O profissional pressiona e desliza a mão por todo o corpo, direcionando o excesso de líquido para os gânglios linfáticos, os quais trabalham para eliminá-lo pela urina. Portanto, é comum sentir vontade de urinar com mais freqüência após a sessão e este é um sinal que a drenagem linfática foi bem feita.
Sendo um método de fisioterapia, com efeitos colaterais se mal aplicada, deverá ser realizada por um fisioterapeuta devidamente qualificado. Este profissional é o único capaz de avaliar e monitorar as mudanças físicas, enfocando primariamente a manutenção do bem estar da gestante. É importante que esta converse com o seu
médico sobre o procedimento, durante as consultas de pré-natal. Uma vez
autorizadas pelo obstetra, as sessões de drenagem linfática podem ter início logo nas primeiras semanas de gestação, quando a mulher já começa a perceber mudanças no corpo e no comportamento. São indicadas até duas sessões por semana.
A drenagem linfática previne e trata as complicações decorrentes da gestação, auxiliando no alívio de problemas circulatórios e musculares, bem como de outros problemas relacionados às mudanças hormonais, tais como enxaqueca, insônia, constipação intestinal e cansaço, além de proporcionar relaxamento
à gestante.

Benefícios:
- o estímulo na circulação venosa e linfática, que reduz a retenção de líquido, diminuindo os inchaços típicos da gravidez, além de estimular a lactação e a dessensibilização das mamas, preparando-as para a amamentação;
- a prevenção e combate às varizes e sensação de pernas cansadas;
- o combate à celulite e às estrias;
- o alívio de tensões e redução de dores musculares;
- ativa o sistema vegetativo, aumentando a sensação de relaxamento, ajudando a combater o estresse; e
- proporciona regeneração e aumenta a imunidade do organismo, uma vez que aumenta a eliminação de toxinas e estimula a produção de linfócitos pelos gânglios linfáticos.
De todos os benefícios já citados para as gestantes, um, em especial, merece destaque: com as constantes sessões, as grávidas passam a se conhecer mais e aceitam melhor a nova identidade corporal. Desta forma, a mulher passa a ter aumento do bem-estar emocional, fortalecendo ainda mais o vínculo mãe-bebê

Recomendações diárias:

- Beba de dois a três litros de água por dia
- evite o excesso de sal, que ajuda a reter líquido no organismo
- inclua no cardápio bastante legumes e frutas, como melancia e melão, que contêm muito líquido
- evite a carne vermelha, principalmente à noite. Substitua por peixe, que é rico em ômega 3, uma gordura saudável
- sob a orientação do seu médico, pratique atividades físicas regulares, como a caminhada.

Se preparando para o grande dia


Preparativos
Lista de Procedimentos
O que levar para a maternidade?
O que deve ser levado ao Hospital no momento da internação?
A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação
Sacola da mamãe
01 - pacote de absorvente próprio para o pós-parto
01 - chinelo de quarto
03 - jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação
06 - calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar
01 - cinta pós-parto
01 - roupa para o dia de alta
02 - sutiãs de amamentação
- protetores de seios
- máquina fotográfica
- produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas...

Sacola do bebê

01 - creme para prevenção de assaduras
01 - pacote de fralda descartável (tamanho recém-nascido)
03 - conjunto pagão com calça
03 - conjunto de lã de acordo com o clima
03 - macacão de recém-nascido
02 - lençol de bercinho
01 - manta (de acordo com a estação)
06 - fraldas de pano (brancas, sem pintura)
01 - escovinha macia para cabelos
02 - sapatinhos e luvas de lã (no frio)
- lembrancinhas
- enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.
Documentos
- RG da paciente
- Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação)
- CIC e RG do marido (ou acompanhante)
- Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).

OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.

´Tratamentos estéticos durante a gestação



Tais transformações que ocorrem durante a gravidez e as mudanças ocorridas no rosto nesse período, voltamos a falar sobre o assunto. Dessa vez, abordaremos as mudanças e os cuidados que a gestante deve ter com o corpo. Para isso, entrevistamos Marcella Delcourt que fala sobre os tratamentos estéticos corporais que podem ser realizados durante a gravidez. Confira!
Para evitar o aparecimento de estrias, quais os cuidados diários com a pele? O óleo ajuda ou é um mito?
Para evitar as temidas estrias o cuidado principal é a hidratação intensa da pele, que se inicia com a ingestão adequada de líquidos. No banho, é indicado o uso de um sabonete glicerinado e a aplicação de um óleo de banho concentrado, antes do último enxague. O hidratante corporal deve ser aplicado 2 vezes ao dia, principalmente nas regiões do abdome, lombar, nádegas, quadris, coxas e seios, sem passar na região dos mamilos.
Se a mulher tem estrias durante a gestação, quanto tempo após o parto pode ter início um tratamento estético?
A gestante deve iniciar o tratamento com o peeling de cristais (microdermoabrasão) assim que notar o primeiro sinal de estrias, mesmo durante a gravidez, pois é um procedimento simples e sem riscos para o bebê. Logo após o parto, o laser e a radiofrequencia já são liberados. Por outro lado, as substâncias injetáveis são indicadas só após o fim da amamentação.
Tratamentos com laser são permitidos na gestação (corpo e rosto)?
Após o primeiro trimestre, o tratamento com laser no rosto, braços e pernas é permitido. Mas cada ginecologista tem uma opinião e alguns são mais conservadores, e essa opinião deve ser respeitada pela paciente. Então, antes de iniciar algum procedimento como este, a mulher deve consultar o ginecologista que irá orientá-la e acompanhar o tratamento que será feito por um dermatologista.
A partir de qual mês está liberada a drenagem linfática?
A partir do primeiro trimestre. A drenagem linfática é uma massagem suave que ajuda a reduzir a retenção de líquido e diminuir os inchaços comuns da gravidez,além de prevenir e tratar as complicações decorrentes da gestação, auxiliando no alívio de problemas circulatórios e musculares, assim como de outros problemas relacionados às alterações hormonais, como enxaqueca, insônia, constipação e fadiga,além de proporcionar relaxamento à gestante.
Quais os cosméticos mais indicados para a hidratação corporal? Que tipo de ativos eles devem conter?
A gestante deve ter em seu arsenal de beleza corporal os seguintes cosméticos: um sabonete para banho a base de glicerina, um óleo de banho a base de óleo de amêndoas, óleo de rosa mosqueta e vitamina E, um bom hidratante glicerinado com ureia e ativos umectantes e um creme para sustentação e hidratação do busto.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tipos de partos


Normalmente o tipo de parto é escolhido de acordo com a posição do feto, considerando também a vontade da mãe. Muitas complicações geradas durante o parto foram diminuídas consideravelmente com a criação de novas técnicas e pelo fato da mãe fazer o pré-natal corretamente. É extremamente importante que a gestante faça o acompanhamento médico de forma a evitar riscos para o bebê durante seu nascimento.

Parto Cesáreo

A cesariana é um procedimento cirúrgico que envolve um corte no abdômen para a retirada do bebê. O corte transversal de 10 a 15 cm é feito dois dedos acima da região dos pelos púbicos. Corte este, que abrange sete camadas até chegar ao útero. O bebê é retirado pelo médico suavemente. Posteriormente a placenta é removida e o corte é fechado com pontos. A cesariana por ser um procedimento cirúrgico é antecedida de anestesia peridural, nessa o anestésico é injetado por fora da espinha, ou intradural, o anestésico é injetado dentro da espinha.

A cesariana geralmente ocorre após a 37ª semana de gestação. Dura cerca de 1 hora. Após esse tempo a paciente permanece em observação por 1 hora antes de ir para o quarto. A alimentação é iniciada após 6 horas. É um tipo de parto que proporciona à mulher, escolher o dia do nascimento, fazer laqueadura na mesma cirurgia, realizá-lo no mesmo dia da internação, durante o trabalho de parto e, além disso, não sentir as dores características desse.

Embora ofereça vantagens, é um parto que requer maiores cuidados com assepsia e oferece maiores complicações, como risco de infecção materna e de o bebê apresentar problemas respiratórios, já que se trata de uma cirurgia de grande porte. A alta hospitalar ocorre 72 horas após a cesariana. A recuperação é bem mais demorada do que em outros tipos de parto. A mãe pode sentir dores ao rir, chorar e ficar de pé.

Parto de Cócoras

Desde os tempos mais remotos, as mulheres têm procurado novas formas de ter um parto mais fácil, seguro e confortável, tanto para elas quanto para o bebê. Inspirado nas formas de parto indígenas, o parto de cócoras é semelhante ao parto normal, no entanto, a diferença está na posição em que a gestante fica: de cócoras, ou seja, agachada. A posição de cócoras oferece várias vantagens, como o fato do parto ser mais rápido devido ao auxílio da gravidade e a oxigenação do bebê ser melhor. Neste tipo de parto, a mulher geralmente se apóia nos ombros e braços de seu companheiro, fazendo com que o mesmo tenha um papel decisivo tanto no lado físico quanto psicológico. É colocado também, um espelho para que a mulher possa acompanhar o nascimento e ser visualmente estimulada para o processo de expulsão.

Parto Leboyer

O obstetra francês Frederic Leboyer apresentou esse tipo de parto na década de 70. O parto Leboyer é uma filosofia de assistência ao parto, criado para acolher a mãe e bebê, em um momento que exige muita energia dos dois e muitas vezes não se tem conhecimento prévio sobre o trabalho de parto. O parto Leboyer é realizado com as seguintes condições: pouca luz para não incomodar o bebê; silêncio, principalmente após o nascimento; banho próximo a mãe após o nascimento que pode ser dado pelo pai; ambiente quente, como por exemplo, o abdômen da mãe, a fim de atenuar o impacto da diferença entre o mundo intra-uterino e o extra-uterino.




Parto na água

Tal método consiste na preparação de uma banheira com água morna (36ºC) na qual a gestante permanece. Nesse tipo de parto, o ambiente fica à meia luz, sendo que o pai ou acompanhante tem a opção de ficar dentro da banheira com a mulher. Casos de acidentes envolvendo o método são raríssimos, e se comparados aos outros tipos de partos, onde também podem ocorrer acidentes, o parto na água é seguro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cursos oferecido pelo Projeto Menina Mãe.

Aulas profissionalizantes para as adolescentes grávidas a partir de maio

A partir do mês de maio, iniciaremos aulas de inglês básico e computação voltadas para as meninas que têm seus bebês com mais de um ano de idade, possibilitando a entrada das mesmas no mercado de trabalho.

Quer Participar ? Leia abaixo e saiba mais sobre o nosso projeto.

O departamento de assuntos comunitários da associação dos médicos de santos promove o "projeto menina-mãe", que é um projeto-piloto com adolescentes grávidas, com uma equipe multidisciplinar voluntária, visando minimizar os efeitos que uma gestação nesta faixa etária pode provocar no seu desenvolvimento emocional, físico e social.
Na literatura científica consta que estas jovens costumam engravidar dentro de 1 ou 2 anos após a primeira gestação e também que elas evoluem com maior chance de apresentarem complicações durante este período.
Neste trabalho oferecemos informação e acompanhamento, juntamente com seu médico, na tentativa de diminuir estes riscos.
É pré-requisito para pertencer ao projeto que estas jovens estejam em acompanhamento médico especializado antes e após o parto, assim como os seus bebês.
Oferecemos orientação médica, psicológica e fisioterápica antes e após o parto, através de palestras e vivências com nossa equipe multidisciplinar.
Procuramos integrá-las à família e à escola.
Realizamos reuniões periódicas com as mães da meninas e com os pais dos bebês.
Ampliamos horizontes de profissionalização, através de cursos e oficinas de artesanato.
Damos orientação básica de puericultura para que possam cuidar do seu bebê e orientação em métodos contraceptivos para após o parto.
Acompanhamos a mãe e o bebê, juntamente com o ginecologista e o pediatra responsável, até o primeiro ano de vida.
Estas atividades são realizadas semanalmente, às sextas-feiras, das 13:30h às 18:h na sede da associação dos médicos de santos, totalmente gratuitas ( condução e lanches grátis ).

Conheça um projeto que cresce a cada dia, Projeto Menina Mãe.

Quem Somos

Em 18 de outubro de 2005, tomou posse como presidente da Associação dos Médicos de Santos (AMS), Dr. Arnaldo Duarte Lourenço, tendo como diretor do Departamento de Assuntos Comunitários, Dr. Dirceu Calió Rolino e como assistente Dra. Lourdes Teixeira Henriques. Esta nova diretoria empossada criou um Grupo Multidisciplinar voltado para o voluntariado, denominado “Centro Comunitário Outros Rumos”.
A partir daí, iniciaram-se estudos para a realização de projetos assistenciais e de responsabilidade social.
Várias foram às idéias para desenvolver um trabalho na área de responsabilidade social. Pensou-se em trabalhar com famílias moradoras de cortiços, com jovens próximos à maioridade residentes em abrigos e com adolescentes grávidas.
Finalmente optou-se pelo trabalho com adolescentes grávidas, devido à participação no grupo da Dra. Vera Andrade (atual chefe da Casa das Gestantes), experiente nesta área por já desenvolver trabalho semelhante no Hospital Silvério Fontes.
Em 28 de setembro de 2007, sexta-feira, iniciou-se o atendimento de gestantes adolescentes na AMS. Projeto este batizado por “Projeto Menina-Mãe”, pela voluntária Dra. Dora Ly Rolino, psicóloga e esposa do Dr. Dirceu.
Com a eleição de nova diretoria na AMS em 18 de outubro de 2008, tendo como presidente Dr. João Sobreira de Moura Neto, assume a diretoria do Departamento de Assuntos Comunitários, Dra. Lourdes Teixeira Henriques, com a responsabilidade de continuar o “Projeto Menina-Mãe”.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ReHuNa REDE PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO E DO NASCIMENTO.


em breve, o novo site da ReHuNa
A ReHuNa, Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, vem desde 1993 se organizando e trabalhando para reunir e representar pessoas e instituições que acreditam na Humanização do Parto e Nascimento como um Direito Humano a serviço da melhoria da qualidade de vida, da democratização do conhecimento e da educação para a Paz.
"Cerca de 2 mil mulheres e 38 mil recém-nascidos brasileiros morrem a cada ano vítimas de complicações na gravidez, parto, pós-parto e abortamento. E o mais preocupante: muitas dessas vidas seriam poupadas se mulheres e bebês tivessem a saúde acompanhada de maneira correta.” ( Ministério da Saúde, 2006)
A ReHuNa (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento) é uma organização da sociedade civil que vem atuando desde 1993 em forma de rede de associados em todo o Brasil. Nosso objetivo principal é a divulgação de assistência e cuidados perinatais com base em evidências científicas. Esta rede tem um papel fundamental na estruturação de um movimento que hoje é denominado “humanização do parto/nascimento”. Este movimento pretende diminuir as intervenções desnecessárias e promover um cuidado ao processo de gravidez/parto/nascimento/amamentação baseado na compreensão do processo natural e fisiológico.
O Brasil apresenta uma das maiores taxas mundiais de cesáreas. Nos grandes centros urbanos este passou a ser o método ”normal” de parir e nascer, uma inversão do processo que na grande maioria das vezes ocorreria de maneira fisiológica. Distante dos centros urbanos, no entanto, muitos partos ainda ocorrem sob a responsabilidade das parteiras tradicionais.
Nos Estados Unidos, por exemplo, onde encontramos tecnologia de ponta os índices de mortalidade materna são bastante altos. Em contraposição podemos citar países como Holanda, Suécia, Japão, Nova Zelândia e Inglaterra onde os índices são infinitamente mais baixos. Nestes países encontramos um novo paradigma de assistência obstétrica. Os partos são atendidos preferencialmente por parteiras profissionais e acontecem muitas vezes no domicílio. Na Holanda a taxa de parto domiciliar é em torno de 30% e os índices de morte materna e de cesáreas se encontram entre os mais baixos do mundo. Com o objetivo de reduzir a mortalidade materna no Brasil o Ministério da Saúde lançou o Pacto Nacional contra a Morte Materna. Entre as propostas do Pacto estão incluídas a Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento. A ReHuNa é membro efetiva do pacto.
Durante os últimos anos, os partos que eram domiciliares se tornaram hospitalares com imposição de rotinas rígidas. As interferências dos profissionais de saúde e a inibição do desencadeamento do processo natural do trabalho de parto transformaram esta vivência, que poderia ser sublime, em momentos de terror, impotência, alienação. Não nos surpreende que muitas mulheres hoje acreditem ser a cesárea a melhor forma de dar a luz: parto sem medo, dor, sem risco... Ninguém informa que cesárea desnecessária tem risco de morte materna 5 a 7 vezes maior que o parto normal. O mais grave, no entanto, é que não encontramos nenhuma pesquisa científica que comprove que a hospitalização ou as intervenções rotineiras realizadas em nossos hospitais melhorem estes índices. Para o bebê, também existem muitos riscos, e o mais evidente deles é o aumento absurdo de prematuridade e internações em centros de cuidados intensivos por muitos meses, com conseqüências para toda a vida.
Inúmeros trabalhos vêm demonstrando a correlação do processo de gestação, parto, nascimento e amamentação com o desenvolvimento do potencial humano para um comportamento mais agressivo ou mais amoroso. A contemporânea epidemia de cesarianas retrata uma cultura que demanda tecnologia, realiza intervenções desnecessárias e potencialmente danosas, e forma profissionais sem consciência da alta complexidade e tecnologia envolvidas na compreensão dos processos fisiológicos de gestação, parto e nascimento. Tecnologia deveria significar, sobretudo, a união dos conhecimentos acumulados pela experiência humana com os progressos científicos. Estudos científicos atuais detectam e correlacionam diversas patologias humanas com o que ocorreu durante a gravidez e em especial durante o parto e a 1ª hora de vida. Pesquisas em diversas áreas do conhecimento humano não mais nos permitem deixar de relacionar fecundação, gravidez, parto, nascimento, amamentação e cuidados com a trajetória de vida de cada ser humano no que diz respeito à sua saúde física, emocional e social.
Acolher os que nascem é colaborar para tecer uma sociedade ecológica e ética, é promover relações de confiança mútua e de cooperação, que incluam a todos com suas singularidades e diferenças. O nascimento é um momento primordial para desenvolver a capacidade de amar.
A ReHuNa apóia, promove e reivindica a prática do atendimento humanizado ao parto/ nascimento em todas as suas etapas, a partir do protagonismo da mulher, da unidade mãe/bebê e da medicina baseada em evidências científicas. Esta missão vem sendo buscada na prática diária de pessoas, profissionais, grupos e entidades filiados a rede e preocupados com a melhoria da qualidade de vida, bem estar e bem nascer.
Uma de nossas grandes conquistas em 2005 foi a assinatura da Lei do Acompanhante (lei nº 11.108) que garante a todas as mulheres do SUS (Serviço Unificado de Saúde) a possibilidade de ter um acompanhante de sua escolha durante todo o trabalho de parto. Esta Lei é de grande importância e sua divulgação é fundamental para a sociedade civil. Em 2008 o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional pelo Parto Natural. O Brasil vem se destacando internacionalmente na luta pela Humanização da Assistência ao Parto e a reversão dos índices de cesárea em nosso país trarão reflexos para uma mudança no panorama em especial de outros Países da América Latina.
A ReHuNa acompanha este movimento, atuando como consultora e parceira da sociedade civil organizada nas políticas públicas de saúde. Internacionalmente participa de encontros científicos, representando o Brasil.