quinta-feira, 6 de maio de 2010

CONHECENDO ALGUMAS TERAPIAS COMPLEMENTARES QUE AJUDAM E MUITO NESSE PERÍODO............E EM TODOS OS DIAS DE NOSSA VIDA.

Ioga na gravidez
Existem inúmeras terapias que ajudam a aliviar incómodos ou problemas que uma gravidez possa acarretar, funcionando como alternativa à falta de soluções da medicina tradicional. No entanto, deve sempre consultar o seu médico assistente e explicar-lhe o que pretende fazer antes de decidir praticar alguma delas.

Acupunctura

A acupunctura é uma terapia da medicina tradicional chinesa que tem como função equilibrar energias. Implica a inserção de agulhas ultrafinas e esterilizadas em pontos específicos do corpo chamados meridianos. Estes pontos, quando estimulados pela agulha, podem regular a forma como o corpo funciona. A acupunctura é conhecida por ajudar em casos que podem afectar a fertilidade como o hipotiroidismo e o hipertiroidismo. A acupunctura tornou-se recentemente famosa pela sua capacidade de tratar a dor sendo muitas vezes utilizada durante o parto para diminuir as dores. Também é útil para ajudar a rotação do bebé quando se encontra numa posição mais difícil permitindo um maior relaxamento durante o parto.
A acupunctura durante a gravidez pode ser muito útil no alívio de dores nas costas provocadas pelo aumento do abdómen, especialmente no 3º trimestre da gravidez. No primeiro trimestre é aconselhada para ajudar a diminuir os enjoos. No entanto, existem cuidados a ter com a acupunctura, pois a estimulação em certos meridianos pode provocar contracções uterinas; por isso se pretender fazer acupunctura durante a sua gravidez deve fazê-lo com um acupuntor muito experiente.
Depois do parto também pode ser um bom recurso, pois nesta fase a acupunctura pode ajudar a reequilibrar as funções do organismo e a produção hormonal. O benefício pode verificar-se na amamentação pois permitirá sentir-se mais tranquila, dando origem a uma maior produção de leite. Outro benefício visível é na pele, porque a acupunctura melhora a circulação e estimula o colagénio da pele tornando-a mais flexível e lisa.

Reflexoterapia ou Reflexologia

A reflexologia é uma técnica específica de pressão que actua nos chamados pontos reflexos, sendo os dos pés os mais utilizados; estes pontos encontram-se em áreas dos pés que representam todas as partes do corpo. No entanto, também se pode praticar reflexologia nas mãos, orelhas, coluna, face, crânio e outras. Ter os seus pontos trabalhados por um reflexologista profissional poderá ajudá-la a passar uma gravidez mais relaxada, contribuindo para o seu bem-estar físico e emocional. No entanto, se não costuma utilizar esta terapia, só é recomendado a sua prática a partir da 18ª semana.
Desde a concepção, passando pelo parto até ao pós-parto, a reflexologia poderá ser benéfica. A reflexologia na gravidez é muitas vezes usada para tratar pés inchados, problemas de digestão e melhorar o sono. Ajuda também a diminuir os enjoos no primeiro trimestre, bem como o cansaço que se pode sentir nesta fase. Durante a restante gravidez a reflexologia ajuda a equilibrar o corpo.
Antes do parto podem fazer-se diversas sessões de preparação para o mesmo, preparando a parturiente para a gestão da dor, e para uma melhor expulsão da placenta. 

Reiki

O reiki é uma terapia alternativa que utiliza a energia universal que nos rodeia. O "tratamento" é tradicionalmente efectuado com o pressionar das mãos no corpo de quem o recebe. Esta prática assume que o corpo tem 7 pontos fulcrais chamados chacras que definem os centros energéticos do nosso corpo. É através dos chacras que o nosso organismo recebe a energia vital do Universo sendo eles: raiz, sexual, solar, coração, garganta, terceira visão, coroa. Esta prática desbloqueia os canais de energia de forma a permitir um relaxamento corporal.
O reiki é utilizado no início da gravidez para ajudar a aliviar o stress e o desconforto que uma grávida pode sentir nesta fase, aliviando os enjoos e as insónias.
O reiki é usualmente uma prática considerada segura durante toda a gravidez desde a concepção até ao pós-parto. Durante a gravidez o reiki pode diminuir ansiedades, náuseas e insónias. Durante o parto, ajuda a controlar a dor sentida, permitindo um parto mais facilitado.

Depois do parto, o Reiki ajuda a mãe a sentir-se mais serena, ajudando a gerir melhor a montanha de emoções que habitualmente surgem nesta fase.

Ioga

Esta prática combina o movimento corporal e a meditação de forma a conseguir um bom equilíbrio físico e mental. Só deve praticar yoga na gravidez se já for praticante habitual. Existem aulas de yoga especialmente para grávidas, que devem ser ponderadas se já for uma praticante habitual. 
Se pretende engravidar esta é uma óptima fase para se inscrever numa aula de yoga para iniciados. A boa postura e a descompressão do corpo contribuem para uma concepção mais fácil. Se já está grávida não deve praticar posturas que possam cortar a circulação do seu útero, estender demasiado a região abdominal, poses que implicam muito tempo em pé, que façam compressão do abdómen.
O yoga pode ser muito bom pois ensina a respirar correctamente e desenvolve a capacidade de concentração, o que é muito importante para o parto, especialmente durante a fase das contracções.
Depois do parto o yoga também ajuda a voltar a voltar à boa forma física, e a lidar com o rol de emoções, especialmente através da meditação.

Massagem Shiatsu

O shiatsu, também conhecido por acupressão, é uma técnica de massagem. A terapia da massagem shiatsu
Durante a gravidez o shiatsu pode ajudar a aliviar diversos sintomas como: dores de costas, tensões musculares, desconforto pélvico, pressão abdominal, ciática, pernas pesadas, indigestão, pressão arterial elevada, falta de fôlego, ansiedade, entre outros. No entanto, deve-se evitar fazer muita pressão nos ombros e na região pélvica, sob pena de se induzir um aborto. Durante o primeiro trimestre da gravidez se for submetida a um shiatsu mal feito poderá correr o risco de ser induzido o aborto, por isso, é muito importante que a massagem shiatsu seja feita por um especialista qualificado.
 Fazer algumas sessões antes do parto pode ajudar a nível psicológico e a nível físico, acalmando e libertando tensões. Deve-se ter cuidado para não estimular demasiado o útero durante a gravidez, mas no parto esta técnica é a ideal a ser usada, especialmente se a data prevista do parto já estiver ultrapassada. A nível psicológico, o shiatsu ajuda a libertar tensões em termos físicos e emocionais, encorajando a calma e um estado mental sereno.
Depois do parto, o shiatsu ajuda a uma recuperação mais rápida.

Massagem terapêutica pré-natal

A massagem terapeuta pré-natal ajuda a melhorar a saúde, reduzir o stress, alivia tensões musculares e reduz edemas. A massagem terapêutica pré-natal pode ser muito boa para lidar com problemas como o aumento do peso, relaxar as articulações e ajudar com tensões musculares, pode também reduzir a ansiedade e diminuir os sintomas de depressão.
A massagem terapêutica existe em diversas técnicas, uma das quais chamada massagem Sueca, que tem como objectivos relaxar os músculos, melhorar a função linfática e a circulação sanguínea através de pressões aplicadas em certos músculos do corpo. Esta massagem ajuda a resolver pequenos desconfortos relacionados com o esqueleto e com a circulação sanguínea, causados pelas mudanças hormonais da gravidez. Esta massagem ajuda a regular as hormonas do stress, bem como os níveis de dopamina e de serotonina associadas à depressão.
É importante que procure um terapeuta certificado para dar este tipo de massagem, pois existem certos pontos de pressão nos tornozelos e pulsos que podem estimular os músculos pélvicos, incluindo o útero, podendo induzir um aborto.

Aromaterapia

A aromaterapia implica a aplicação de um óleo essencial extraído de plantas através de um processo de destilação. Este óleo é altamente concentrado e fragrante, mas deve ser sempre diluído pois pode ser irritante para a pele. A aplicação destes óleos pode provocar relaxamento ou excitação, dependendo do objectivo. Os óleos têm substâncias químicas que provocam, juntamente com o aroma, as sensações relativas ao objectivo de cada aplicação.
Usar a aromaterapia na gravidez e no parto é uma prática bastante antiga. A aromaterapia é essencialmente usada para aliviar tensões e promover o relaxamento. Os óleos podem-se usar em escalda-pés, inalação, aromatizador, banho, massagem e compressas.
No entanto, existem alguns óleos que não devem ser usados na gravidez como: cajupute, semente de aipo, folha de canela, citronela, lavandin, jasmim absoluto, funcho, alfazema (antes da 28ª semana), alecrim, alfazema de espiga, mileófio, may chang, manjerona doce, sálvia-esclareia.
Os óleos que se devem utilizar na gravidez são: a partir das 12 semanas de gravidez: óleos de citrinos como aromatizantes são óptimos para revitalizar; a partir das 24 semanas de gravidez: óleo de camomila para a insónia; a partir da 28 semana de gravidez: lavanda para relaxar e para a insónia; últimas semanas: óleo de flor de laranjeira para o stress.
Os óleos indicados para provocarem contracções e ajudarem no trabalho de parto são: menta, orégão, tomilho, rosmaninho, junípero.

Primeiro mês de Gravidez


Sintomas, sinais e sensações
Importante: você pode apresentar todos ou somente alguns dos sintomas descritos.
Físicos:

  Ausência da menstruação;
  Cansaço e sonolência;
  Vontade de urinar com frequência;
  Náusea, vômitos e salivação excessiva;
  Âzia e dificuldade de digestão;
  Repulsa ou desejo por certos alimentos;
  Modificações no seio (inchaço, sensação de adormecimento, pesadêz, formigamento, escurecimento das aréolas, aparecimento de pequenas veias de cor azul sob a pele, devido ao aumento de irrigação sanguínea no seio);
Emotivos:

  Instabilidade emocional, similar à TPM (sindrome pré-menstrual): como por exemplo, maior irritabilidade, mudanças repentinas de humor, vontade de chorar;
  Apreensão, medo, alegria, excitação.
Como seu Bebê Cresce dentro de Você
Óvulo e Espermatozóide se encontram:
Aproximadamente no 14°  dia do ciclo menstrual, o óvulo feminino é liberado pelo ovário e se dirige ao utero através das trompas.  De seu encontro com o espermatozóide procede a gestação.
Óvulo fecundado se transforma em um embrião:
Depois de aproximadamente 6 a 8 dias após a concepção, o óvulo fecundado se implanta no utero materno e começa a ser chamado de embrião. Nesta fase, ele é formado por algumas centenas de células que serão as precursoras na formação de todos os futuros orgãos.
O início de uma vida aquática:
Devidamente acomodado no utero, o embrião inicia a desenvolver os sistemas de formação da placenta e do cordão umbelical, que permitem que ele se adapte à vida aquatica dentro do utero até o momento de seu nascimento.
Qual é o aspecto do bebê:
Próximo ao final do primeiro mês, seu bebê é na verdade uma minúscula sementinha, menor que um grão de arroz, com aproximadamente 5 mm. Nas duas próximas semanas, iniciará a formação do tubo neural (do qual derivam o cérebro e a medúla), do coração, do aparelho digestivo, dos olhos e das orelhas, e dos braços e das pernas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Shantalla massagem para bebês.

O toque, o mais antigo dos sentidos, ainda é um tabu em nossa civilização. O médico francês Frédérick Leboyer foi o responsável por introduzir no dia-adia de muitas mães, a arte hindu de massagear as crianças aprendida com Shantalla.
Leboyer, mais poeta que médico, descobriu a magia de Shantalla durante uma viagem à Índia. Encontrou-a em meio a uma enorme favela, em Calcutá, onde trabalhavam dois amigos seus. Por dias, fotografou a moça (paralítica) que massageava seu bebê todas as manhãs, aproveitando o sol.
E ensinou a muitas outras mães, através de seus livros (Shantalla, uma antiga arte de massagem, publicado no Brasil pela editora Ground), os segredos e a forma da massagem como lhe foram transmitidos.
A idéia é fornecer o que é fundamental para as crianças: contato, amor, carinho. Através da comunicação entre a mão e a pele (e mãe e filho), feita silenciosa e atentamente, como exige toda prática corporal, surge um novo relacionamento, cheio de amor e alegria, onde o aperfeiçoamento e o cuidado se revelam, claros como o sol da manhã.
Existem livros, cursos e muitas informações sobre shantalla, mas o pouco que a gente consegue explicar são os príncipios básicos da massagem. A shantalla é um conjunto onde tudo interage e que você irá aperfeiçoar de acordo com sua sensibilidade. "O importante é o contato da mão da mãe com a pele do bebê" , conta Stephánie Sapin-Lignères, que ensina a técnica em seu curso de preparação para o parto.
A melhor hora para fazer a shantalla é antes da soneca matinal do bebê. Logo depois da massagem, você dará o banho. No verão, pode fazê-la ao ar livre, deixando a criança ao sol. A técnica pode ser iniciada quando o pequeno entra no segundo mês. Até então, eles são muito frágeis para ficarem longos períodos de tempo sem roupa.
Um aviso importante: a shantalla deve ser evitada se o bebê estiver com febre, resfriado, com disenteria ou infecções. Outro lembrete: entre o segundo e o terceiro mês, a criança só está acordada enquanto estiver com fome. Então, para você conseguir fazer a massagem, dê o peito apenas o suficiente para forrar o seu estômago e siga as demais instruções. Caso contrário, se ela estiver satisfeita, bem alimentada, irá adormecer logo em seguida, e você não poderá acarinhá-la com técnica.

Alimentação da Gestante

Com a gravidez em evidência, aumentam dicas de alimentação, mas alguns cuidados são fundamentais para garantir a saúde do bebê.
Em uma época em que a gravidez parece ter virado moda no mundo dos famosos, as preocupações das futuras mamães, principalmente as de primeira viagem, sobre os riscos desse período tão especial vêm à tona. Qual a importância, tanto para a mãe quanto para o bebê, de uma alimentação de qualidade? O que consumir para que todas as necessidades alimentares sejam atendidas? Quais são as quantidades adequadas? Quais alimentos devem ser evitados?
Constantemente diversos mitos relacionados a alimentação durante a gravidez são abordados na mídia, porém é preciso cautela para escolher a dieta correta e não prejudicar o desenvolvimento do feto. Segundo Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer a longo prazo. “Cientificamente sabe-se que muitas doenças crônico-degenerativas se iniciam no interior do útero. Existe um termo médico chamado programming que mostra evidências clinicas da desnutrição ou da super-alimentação durante o período gestacional, gerando doenças no adulto”, afirma.
O consumo de calorias, vitaminas e minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas. Para que o peso não ultrapasse a normalidade, o acréscimo de energia deve ser de apenas 300 Kcal diárias (na média), o que corresponde a dois copos de leite desnatado. "Durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Alimentos que são fontes de açúcar, bem como óleos e gorduras, devem ser ingeridos moderadamente. O excesso de sal e de alimentos indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta, entre outros, devem se evitados. Café e bebidas alcoólicas também não devem ser consumidos", ressalta o médico nutrólogo.
Para que esse aumento de calorias seja atingido, a gestante deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de frutas, legumes e verduras, de acordo com o presidente da ABRAN. Um jejum prolongado favorece a formação de corpos cetônicos, as substâncias químicas produzidas pela decomposição das gorduras, quando constituem o único substrato energético da gestante e que pode causar efeitos deletérios para o feto.
No período de formação do bebê, o corpo da mãe utiliza uma parte de líquidos e energia oriundos da alimentação que ajudam no crescimento e na manutenção dos artifícios que protegem o feto, como a placenta e o líquido amniótico. A outra parte da energia fica retida em forma de gordura, localizando-se no abdômen, costas e coxas, sendo utilizada no decorrer da gravidez e do aleitamento.  Porém, caso haja um exagero no consumo de calorias, a energia ficará armazenada como gordura localizada.
"A gestante não deve nem pensar em perder peso por estar insatisfeita com os quilinhos a mais, já que as deficiências nutricionais podem interferir na formação e no crescimento do bebê. Todas as vitaminas são importantes no período em que o feto está em desenvolvimento. O ácido fólico, o ferro e o cálcio, por exemplo, são elementos fundamentais para que a gravidez ocorra normalmente”, conclui Dr. Ribas

segunda-feira, 3 de maio de 2010

SLING

O Sling de Bebê é um artigo que tem feito parte da rotina das mamães modernas, ele ajuda a transportar a criança de modo que os braços permanecem livres para realizar outras atividades. Antes de adquirir esse acessório, é importante conhecer a forma correta de como usá-lo.
O Sling deve ser feito a partir de um tecido resistente, capaz de oferecer conforto e segurança ao mesmo tempo para o seu bebê. A estrutura do sling se adapta perfeitamente ao corpo da mulher, acomodando a criança junto a barriga em um aconchego prático e ajustável.
O moderno carregador de bebê se apresenta em diferentes modelos, podendo incluir em sua estrutura estampas, argolas ou velcros. Existem Sling que assumem um estilo clássico enquanto outros aderem um visual esportivo que combina com todas as ocasiões. Não é aconselhável fazer o acessório de forma artesanal, então adquira o produto de um fabricante especializado.

Gravidez na Adolescência

A adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado, por alguns, um momento de conflitivo ou de crise. Não podemos descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais, mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa, uma tomada de posição social, familiar, sexual e entre o grupo.
A puberdade, que marca o início da vida reprodutiva da mulher, é caracterizada pelas mudanças fisiológicas corporais e psicológicas da adolescência. Uma gravidez na adolescência provocaria mudanças maiores ainda na transformação que já vinha ocorrendo de forma natural. Neste caso, muitas vezes a adolescente precisaria de um importante apoio do mundo adulto para saber lidar com esta nova situação.
Porque a adolescente fica grávida é uma questão muito incômoda aos pesquisadores. São boas as palavras de Vitalle & Amâncio (idem), segundo as quais a utilização de métodos anticoncepcionais não ocorre de modo eficaz na adolescência, inclusive devido a fatores psicológicos inerentes ao período da adolescência. A adolescente nega a possibilidade de engravidar e essa negação é tanto maior quanto menor a faixa etária.
A atividade sexual da adolescente é, geralmente, eventual, justificando para muitas a falta de uso rotineiro de anticoncepcionais. A grande maioria delas também não assume diante da família a sua sexualidade, nem a posse do anticoncepcional, que denuncia uma vida sexual ativa. Assim sendo, além da falta ou má utilização de meios anticoncepcionais, a gravidez e o risco de engravidar na adolescente podem estar associados a uma menor auto-estima, à um funcionamento familiar inadequado, à grande permissividade falsamente apregoada como desejável à uma família moderna ou à baixa qualidade de seu tempo livre. De qualquer forma, o que parece ser quase consensual entre os pesquisadores, é que as facilidades de acesso à informação sexual não tem garantido maior proteção contra doenças sexualmente transmissíveis e nem contra a gravidez nas adolescentes.
Uma vez constatada a gravidez, se a família da adolescente for capaz de acolher o novo fato com harmonia, respeito e colaboração, esta gravidez tem maior probabilidade de ser levada a termo normalmente e sem grandes transtornos. Porém, havendo rejeição, conflitos traumáticos de relacionamento, punições atrozes e incompreensão, a adolescente poderá sentir-se profundamente só nesta experiência difícil e desconhecida, poderá correr o risco de procurar abortar, sair de casa, submeter-se a toda sorte de atitudes que, acredita, “resolverão” seu problema.O bem-estar afetivo da adolescente grávida é muito importante para si própria, para o desenvolvimento da gravidez e para a vida do bebê. A adolescente grávida, principalmente a solteira e não planejada, precisa encarar sua gravidez a partir do valor da vida que nela habita, precisa sentir segurança e apoio necessários para seu conforto afetivo, precisa dispor bastante de um diálogo esclarecedor e, finalmente, da presença constante de amor e solidariedade que a ajude nos altos e baixos emocionais, comuns na gravidez, até o nascimento de seu bebê.
Mesmo diante de casamentos ocorridos na adolescência de forma planejada e com gravidez também planejada, por mais preparado que esteja o casal, a adolescente não deixará de enfrentar a somatória das mudanças físicas e psíquicas decorrentes da gravidez e da adolescência.
A gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério e não deve ser subestimado, assim como deve ser levado a sério o próprio processo do parto. Este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente, tais como o tamanho e conformidade da pelve, a elasticidade dos músculos uterinos, os temores, desinformação e fantasias da mãe ex-criança, além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos possivelmente presentes.
Para se ter idéia das intercorrências emocionais na gravidez de adolescentes, em trabalho apresentado no III Fórum de Psiquiatria do Interior Paulista, em 2000, Gislaine Freitas e Neury Botega mostraram que, do total de adolescentes grávidas estudadas na Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba, foram encontrados: casos de Ansiedade em 21% delas, assim como 23% de Depressão. Ansiedade junto com Depressão esteve presente em 10%.
Importantíssima foi a incidência observada para a ocorrência de ideação suicida, presente 16% dos casos, mas, não encontraram diferenças nas prevalências de depressão, ansiedade e ideação suicida entre os diversos trimestres da gravidez. Tentativa de suicídio ocorreu em 13% e a severidade da ideação suicida associação significativa com a severidade depressão.

Gravidez após os 35 anos aumenta riscos para a saúde da mulher

As mulheres que deixam para engravidar após os 35 anos correm um risco maior de desenvolver problemas de saúde ao longo da vida do que aquelas que ficam grávidas mais cedo, segundo os resultados de um trabalho recente."O estudo indica que pode haver alguns riscos de saúde significativos associados à gestação tardia", disse Angelo Alonzo, professor assistente de sociologia e chefe da equipe da Universidade Estadual de Ohio, em Columbus, à Reuters Health.
Os médicos já haviam observado que as mulheres que engravidam com mais de 35 anos apresentam probabilidade maior de ter complicações que podem afetar tanto elas quanto os bebês. No entanto, Alonzo estava interessado em investigar a possibilidade de a gestação tardia causar a longo prazo efeitos prejudiciais à saúde dessas mães, isto é, quando elas atingem a meia-idade.
"As mulheres estão atrasando a gravidez por razões educacionais e profissionais, e a medicina pode atender essas pacientes. Porém, não temos dedicado atenção à possibilidade de esse atraso provocar consequências", afirmou o pesquisador.
O cientista analisou dados coletados entre 1988 e 1994 pela III Pesquisa para Exame da Nutrição e da Saúde Nacional (National Health and Nutrition Examination Survey III), amostra nacional de dados sobre a situação de saúde dos norte-americanos. Alonzo examinou duas dúzias de indicadores de saúde de longo prazo de mais de 6 mil mães.
As mulheres foram classificadas em três grupos: as que tiveram todos os filhos antes dos 35 anos, aquelas que deram à luz bebês antes e depois dos 35 anos, e ainda as mães que tiveram a primeira criança após essa idade. Os resultados foram publicados na edição de janeiro/fevereiro da revista Women's Health Issues. Apesar da aparente tendência de postergar a gravidez, 84% das mulheres completaram a fase reprodutiva por volta dos 35 anos. Apenas 14% continuaram a ter bebês após essa idade, e somente 2% deram à luz o primeiro filho depois dos 35 anos.
Mulheres com mais de 50 anos que tiveram bebê após os 35 apresentaram uma taxa um pouco mais elevada de várias decorrências negativas, como enfarte, fatores de risco para hipertensão e diabete, além de problemas odontológicos e oftalmológicos. Ainda que essas pacientes tenham relatado apresentar condições de saúde tão boas quanto as informadas por aquelas que deram à luz mais cedo, os médicos das mães que engravidaram com mais idade apresentaram propensão maior a classificar a saúde dessas mulheres como um pouco pior.
As mulheres que tiveram gestação tardia também apresentaram alguns resultados positivos, como melhora nos níveis de colesterol, aumento da densidade óssea, menos infecções de bexiga e menos problemas auditivos.
Alonzo observou que esses dados podem ter distorção pelo fato de apenas as mulheres com uma condição de saúde melhor pensarem em - ou serem capazes de - engravidar após os 35 anos, enquanto aquelas com saúde pior preferem evitar a gestação tardia ou não conseguem ficar grávidas.
O pesquisador concluiu que são necessárias mais pesquisas para avaliar os efeitos a longo prazo que o adiamento da gestação acarreta para as mulheres. Apesar disso, os resultados já obtidos sugerem que devem ser considerados alguns possíveis efeitos adversos para a saúde.
"Os mais significativos são os relacionados à doença cardiovascular", explicou o pesquisador. "Se uma mulher tem uma história de doença cardíaca ou de diabete, ela pode querer pensar melhor ou consultar um médico sobre o que deve fazer."